QUEIMADAS EM ALERTA

Brasil registra 19.462 focos de incêndio no 1º semestre de 2026, com leve alta anual

Infográfico detalhando focos de incêndio no Brasil.
Brasil registra alta de 0,96% em focos de incêndio no primeiro semestre de 2026.

Biomas como Cerrado e Amazônia sofrem com o aumento de focos. Junho apresenta queda percentual, mas Mato Grosso lidera.<br>A seca intensificada, associada ao fenômeno El Niño, agrava o cenário.

O Brasil contabilizou 19.462 focos de incêndio entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026, indicando uma leve elevação de 0,96% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados, compilados pelo sistema BDQueimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), evidenciam um cenário preocupante para a preservação ambiental em diversas regiões do país.

O Cerrado se consolidou como o bioma mais castigado, registrando 7.580 focos, o que representa 38,9% do total nacional. Em seguida, a Amazônia acumula 6.438 focos, seguida pela Mata Atlântica com 2.617, Caatinga com 2.476, Pantanal com 208 e Pampa com 143. Essa distribuição de ocorrências sublinha a vulnerabilidade de ecossistemas cruciais para a biodiversidade brasileira.

Infográfico mostrando focos de incêndio no Brasil no primeiro semestre de 2026.

Observando o mês de junho de 2026 isoladamente, o país registrou 5.209 focos de incêndio. Embora represente uma diminuição de 14,04% em relação a junho de 2025, que contabilizou 6.060 ocorrências, o número ainda sinaliza a persistência do problema. Os dados detalhados para o mês revelam que Mato Grosso lidera o ranking estadual, com 1.440 focos, seguido por Tocantins (1.109) e Bahia (625), regiões que sofrem com a intensificação das queimadas.

Gráfico detalhando focos de incêndio por estado em junho de 2026.

No recorte mensal, o Cerrado novamente se destaca como o bioma mais afetado, concentrando 3.011 focos, o equivalente a 57,8% do total registrado em junho. A Amazônia aparece em segundo lugar, com 1.366 focos, e a Mata Atlântica com 428, Caatinga com 351, Pantanal com 46 e Pampa com 7. O impacto dessas queimadas é devastador para a fauna, a flora e as comunidades locais, comprometendo a saúde e a segurança ambiental. A situação é agravada por fatores climáticos como o fenômeno El Niño, que impõe condições mais secas e quentes.

Gráfico mostrando a distribuição de focos de incêndio por bioma em junho de 2026.

A crise ambiental exige ações coordenadas e monitoramento constante. O Governo tem implementado medidas para mitigar os efeitos de fenômenos como o El Niño, incluindo a criação de grupos de trabalho focados no agronegócio e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) para lidar com as consequências climáticas. Apesar de notícias positivas sobre a redução do desmatamento em algumas regiões, o número de focos de incêndio no primeiro semestre de 2026 é um alerta para a necessidade de políticas de prevenção e combate mais eficazes.

Leia mais:

  • Governo cria grupo de trabalho para monitorar El Niño no agro
  • Ministério da Saúde lança plano para preparar SUS para o El Niño
  • Desmatamento na Amazônia recua 31% em 10 meses

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário