LIDERANÇA E SEGURANÇA

Brasil ocupa a segunda posição global em número de acessos ao Discord

Interface do aplicativo Discord aberta em um monitor de computador.
Plataforma Discord enfrenta desafios regulatórios no Brasil após alta no volume de acessos.

Dados da Similarweb revelam forte presença brasileira na plataforma, que enfrenta exigências da ANPD após falhas na moderação de conteúdos sensíveis.

O Brasil consolidou sua posição como o segundo maior mercado consumidor do Discord em escala global, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O levantamento, realizado pela Similarweb, reflete um crescimento de 5,14% no tráfego da ferramenta entre fevereiro e julho de 2026, consolidando a relevância do país no cenário digital internacional.

No período analisado, o Discord registrou cerca de 162 milhões de visitas no Brasil, com uma média mensal de 27 milhões de acessos. A análise técnica demonstra que 70,54% dessa demanda ocorre via computadores, enquanto 29,46% dos acessos partem de dispositivos móveis, sendo que a maior parte das interações ainda é voltada ao ecossistema de jogos eletrônicos.

Intervenção regulatória e segurança

A expansão da base de usuários, contudo, é acompanhada por um escrutínio rigoroso de autoridades nacionais. Na quarta-feira (12), a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados), órgão vinculado ao MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), determinou um prazo de três dias para que a empresa suspendesse suas transmissões ao vivo. A medida foi motivada pela veiculação de um conteúdo violento envolvendo uma jovem de 13 anos no Mato Grosso do Sul, ocorrido em julho.

O episódio levantou questionamentos sobre a celeridade da plataforma em remover conteúdos impróprios. Em reunião com representantes do governo, a empresa admitiu uma demora no bloqueio do material. A decisão da ANPD, que ainda permite o exercício do contraditório, sublinha a urgência por protocolos de proteção mais robustos para menores de idade no ambiente virtual.

Em nota oficial enviada ao Relatório Recebemos, a plataforma afirmou que analisa o conteúdo da determinação da ANPD e contesta a caracterização de seus serviços feita pela agência. Segundo a empresa, investimentos em segurança são prioridade e há uma cooperação ativa com autoridades policiais para desarticular grupos que promovam violações às políticas de uso do serviço.

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