CRIME ORGANIZADO: BASTA!
Brasil e EUA reforçam combate a crimes globais
Acordos miram tráfico de armas, drogas e lavagem de dinheiro com operações conjuntas e repatriação de bens ilícitos.
Os governos do Brasil e dos Estados Unidos unem forças para intensificar o combate ao crime organizado transnacional, ao tráfico de armas, drogas sintéticas, à lavagem de dinheiro e à evasão fiscal. O anúncio, feito pelo Ministro da Fazenda Dario Durigan nesta quinta-feira, 07/05/2026, após encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump (Partido Republicano) na Casa Branca, sinaliza um avanço crucial na segurança pública e na recuperação de recursos ilícitos. Essa cooperação bilateral importa diretamente para a dignidade da sociedade ao buscar justiça fiscal e desmantelar redes criminosas que afetam a vida de milhões de brasileiros, prometendo mais segurança e equidade.
Durigan detalhou que a parceria já demonstrou resultados concretos, citando um sistema de monitoramento à distância que permite a troca prévia de informações sobre contêineres entre os dois países. "Isso tem permitido a apreensão de mais de meia tonelada de armas irregulares que saíram dos EUA e foram ao Brasil no período de maio de 2025 a abril de 2026", declarou o Ministro, ressaltando o impacto dessas ações na segurança das comunidades.
A operação é conduzida pela Receita Federal do lado brasileiro e pela CBP (Customs and Border Protection) nos Estados Unidos. O Ministro também apontou que, ao contrário da percepção comum, a circulação de drogas sintéticas dos EUA para o Brasil é significativamente maior. "O que temos percebido é droga sintética que sai dos EUA e vai ao Brasil. Nesse último ano, também foi identificada mais de 1 tonelada de droga sintética", informou Durigan, destacando a necessidade de reavaliar as prioridades de combate.
A próxima fase da cooperação prevê a ampliação das operações conjuntas entre instituições de investigação e inteligência financeira. "Além da troca de informações, teremos operações efetivas em diversos momentos. Já temos algumas planejadas para este ano", afirmou Durigan, indicando a iminência de ações coordenadas e mais robustas.
Outro pilar dessa parceria foca no combate à lavagem de dinheiro e à evasão de recursos para o exterior. O Ministro da Fazenda enfatizou a busca por agilizar a repatriação de valores ligados à sonegação e à lavagem de dinheiro, garantindo que "recursos de brasileiros que desviam impostos e lavam dinheiro sejam rapidamente devolvidos ao Brasil, permitindo a aplicação das leis brasileiras".
Nesse contexto, Durigan mencionou a Operação Carbono Oculto, a maior ação já realizada contra o crime organizado financeiro no Brasil. Essa operação resultou no compartilhamento de dados da Receita Federal brasileira com o IRS, órgão equivalente nos Estados Unidos. "As informações sobre fraudes tributárias, estruturas de fundos e mecanismos usados para fraudar a legislação e enviar recursos para o exterior foram transferidas aos EUA. Em alguns casos importantes, os recursos estavam concentrados no Estado de Delaware", explicou.
As negociações entre Brasil e EUA estão em fase avançada, com as partes "muito próximas de avançar e de novas assinaturas", conforme declarou Durigan, sinalizando que a parceria está prestes a alcançar patamares ainda maiores na luta contra a criminalidade transnacional e em prol da justiça fiscal.
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