BLOCO CONTRA EIXO OCIDENTAL

Brasil e China se unem contra EUA no G20 em busca de reformas

Bandeiras do Brasil e da China lado a lado
Bandeiras do Brasil e da China

Secretário do Ministério da Fazenda afirma que Brasil e China buscam impor reformas no G20, presidido pelos EUA. Cúpula será em Miami entre 15 e 16 de dezembro.

Brasil e China articulam uma frente comum para contestar a influência dos Estados Unidos na próxima cúpula de líderes do G20, que ocorrerá em Miami, na Flórida, nos dias 15 e 16 de dezembro de 2026. A decisão foi comunicada nesta terça-feira, 09/06/2026, pelo secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Mathias Alencastro, em Pequim.

Alencastro revelou que ambos os governos manifestam insatisfação com o modelo de gestão que os EUA, sob a presidência do G20, vêm "impondo". A estratégia consiste em formar um bloco para pressionar por reformas na estrutura do grupo e modernizar suas operações. O secretário destacou a importância de aproveitar a realização do evento em solo norte-americano para impulsionar essa agenda, lembrando que o presidente Donald Trump não compareceu à cúpula anterior na África do Sul.

"A gente vê uma necessidade de preservar o G20 como foro principal das relações internacionais e, ao mesmo tempo, aproveitar essa presença dos Estados Unidos para impor algumas reformas, alguma modernização do G20, deixá-lo um pouco mais eficiente, um pouco mais enxuto", declarou Alencastro.

O secretário explicou que a intenção é manter a cúpula como um espaço aberto ao multilateralismo, apto a debater "os grandes equilíbrios globais", com ênfase na discussão de modelos de financiamento sustentável. Esses detalhes sobre as reformas que Brasil e China pretendem propor foram discutidos durante o 3º Fórum de Cooperação Financeira Brasil-China.

No evento em Pequim, Mathias Alencastro esteve acompanhado pelo vice-ministro das Finanças chinês, Liao Min. O encontro evidenciou a forte sintonia entre as nações em relação aos temas globais. Alencastro ressaltou a intensificação das relações diplomáticas nos últimos anos, impulsionada pelo protagonismo brasileiro na presidência do G20 em 2024, dos Brics em 2025 e como sede da COP 30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas) no ano passado.

Ele observou que o vice-ministro chinês tem o hábito de se reunir previamente com sua contraparte brasileira antes de eventos internacionais para alinhar estratégias e posições, reforçando a colaboração mútua na agenda global.

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