ALIANÇA ESTRATÉGICA INTERNACIONAL

Brasil avalia convite dos EUA para bloco de combate à extrema esquerda

Fachada do Itamaraty em Brasília, Brasil.
Ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira avalia o convite americano em meio a tensões sobre segurança.

O governo Trump convocou 60 nações para debater o terrorismo político global, enquanto o Itamaraty pondera participação em meio a tensões diplomáticas.

O governo Trump convidou o Brasil para integrar uma coalizão internacional focada no combate ao que a Casa Branca define como o ressurgimento da extrema esquerda, uma decisão tomada visando fortalecer a cooperação de segurança global diante de novas ameaças. A iniciativa, liderada pelo secretário de Estado Marco Rubio, abrange 60 nações de diversas regiões e o encontro está agendado para o dia 16 de julho.

A participação do Brasil é analisada cautelosamente pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que pondera a agenda diplomática nacional, incluindo a visita da chanceler do Canadá, Anita Anand, prevista para a próxima semana. O Departamento de Estado dos EUA, em posicionamento oficial, destacou que o evento visa abordar o terrorismo político e sua influência transnacional, alcançando o hemisfério ocidental, Europa e Ásia.

Segundo Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado, em declaração ao The Washington Post, o objetivo é consolidar medidas de segurança integradas contra uma ameaça que, segundo o governo Trump, cresce com novas convergências. A articulação ocorre em um momento de atrito diplomático, após o governo Donald Trump classificar como absurda uma declaração de Mauro Vieira sobre a hipotética atuação de forças militares dos EUA em solo brasileiro.

A tensão tem raízes na recente classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas pelos Estados Unidos. O debate ganhou corpo no Brasil após o deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES) solicitar esclarecimentos à Câmara dos Deputados, motivando o chanceler a manifestar preocupações sobre a soberania nacional frente às diretrizes de segurança externas.

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