EXTRADIÇÃO PENDENTE
Brasil aguarda resposta dos EUA sobre extradição de Ramagem; governo americano retirou agente da PF
Ministro Wellington Lima confirma que o pedido formalizado ao governo Trump ainda não teve retorno. Paralelamente, EUA expulsaram agente da Polícia Federal após prisão de Ramagem, que responde a condenação no Brasil.
{"blocks":[{"key":"1j8r2","text":"O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, informou nesta quarta-feira, 27/05/2026, que o Brasil ainda aguarda uma resposta oficial do governo dos Estados Unidos referente ao pedido de extradição do ex-deputado federal Alexandre Ramagem. Ramagem foi detido em abril pelo ICE, o serviço imigratório norte-americano, em uma prisão que inicialmente foi associada ao pedido de extradição formalizado contra o ex-parlamentar. Contudo, segundo o ministro, a detenção teve motivações migratórias, conforme a legislação dos EUA.","type":"paragraph"},{"key":"a3b8f","text":"‘Foi formalizado pelo Estado brasileiro um pedido de extradição às autoridades dos Estados Unidos, que ainda aguarda a resposta. A detenção pela imigração, que ocorreu em abril, pelas implicações de sua legislação imigratória americana, não decorreu de pedido brasileiro de extradição’, explicou Wellington Lima. Ramagem é considerado foragido no Brasil desde novembro do ano passado, após ser condenado a 16 anos de prisão pelo seu envolvimento em uma trama golpista. O pedido de extradição foi encaminhado em dezembro pelo Ministério da Justiça à Embaixada do Brasil em Washington, que o transmitiu ao Departamento de Estado dos EUA.","type":"paragraph"},{"key":"9c7d6","text":"A prisão de Ramagem ocorreu em 13 de abril, em Orlando, nos Estados Unidos, devido ao vencimento de seu visto. A Polícia Federal indicou que a detenção se deu por meio de cooperação internacional bilateral. Poucos dias depois, contudo, Ramagem foi liberado após apresentar um pedido de asilo político pendente de análise. Em resposta à prisão, o governo norte-americano anunciou a retirada do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, alegando tentativa de manipulação em um processo de extradição. ‘Hoje, solicitamos que o funcionário brasileiro relevante deixe nossa nação’, comunicou os EUA. O ministro Wellington Lima, ao falar com deputados da Creden, atribuiu o retorno do agente à ‘ordem da própria direção geral para apurar internamente os fatos’, e alegou que a PF não foi notificada oficialmente sobre processos administrativos contra o agente no exterior.","type":"paragraph"},{"key":"2e4f1","text":"Lima ressaltou que a atuação do agente na prisão de Ramagem se restringiu à ‘troca de informações disponíveis em fontes abertas’ e de documentos não sigilosos, como o mandado de prisão expedido pelo STF. ‘Todos os atos operacionais, tais quais a abordagem, a detenção, a custódia e o encaminhamento para a deportação, teriam sido integralmente executados por autoridades norte-americanas. Nas palavras exatas do ofício: ‘não houve qualquer participação do oficialato da Polícia Federal em atividades operacionais ou decisórias’’, citou o ministro, referindo-se a um ofício da Polícia Federal ao MJSP que detalha a participação do delegado no caso. Em retaliação à retirada do agente da PF, o Brasil aplicou o princípio da reciprocidade diplomática, interrompendo imediatamente as atividades de um agente norte-americano em função similar em território brasileiro.","type":"paragraph"}]}
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