CONDUTA POLÍTICA EM PAUTA

Boulos ataca Flávio Bolsonaro: "Não tem biografia, tem ficha corrida"

Guilherme Boulos gesticula durante entrevista, em imagem colorida
Imagem colorida de Guilherme Boulos, homem branco, de cabelo e barba aparada castanha, gesticulando com as mãos - Metrópoles

Pesquisa Genial/Quaest de 13 de maio de 2026 mostra empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula; ministro do PSol faz fortes críticas à trajetória do senador do PL-RJ, questionando sua dignidade para a vida pública.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos (PSol), lançou duras críticas ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, ao comentar os resultados de recentes pesquisas eleitorais. A declaração, proferida em entrevista ao Metrópoles, sublinha a importância da integridade pública e da biografia dos líderes para a sociedade brasileira.

Boulos afirmou que Flávio Bolsonaro "não tem biografia, tem ficha corrida", detalhando uma série de acusações que, segundo ele, comprometem a imagem do parlamentar. A fala ocorre em um cenário onde o levantamento da Quaest, divulgado na mesma data, mostra uma leve recuperação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) frente a Flávio Bolsonaro, embora ambos permaneçam em empate técnico para as eleições presidenciais.

O ministro do PSol não poupou palavras ao listar o que chamou de "história mal explicada" do senador. "Ele tem boletim de ocorrência, tem capivara. É rachadinha, é lavagem de dinheiro em loja de chocolate, é 51 imóveis em dinheiro vivo, é mansão em Brasília com empréstimo esquisito do BRB. É o tema da milícia no Rio de Janeiro", enumerou Boulos, reforçando que tal histórico deveria ser um ponto central na avaliação do eleitorado. Ele ainda mencionou que a "única coisa que ele fez de expressivo no Senado, na política, é mandar uma PEC para privatizar praia".

O levantamento da Quaest, realizado pela Genial/Quaest entre 8 e 11 de maio de 2026, entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o Brasil. Com um intervalo de confiança de 95%, a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Os dados, registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03598/2026, indicam que Lula alcançou 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio Bolsonaro, configurando um empate técnico dentro da margem de erro.

Em comparação com a pesquisa anterior da Quaest, divulgada em abril, o senador havia superado numericamente Lula pela primeira vez no 2º turno, com 42% contra 40%. A nova pesquisa, contudo, mostra uma inversão, com o petista retomando a liderança. No primeiro turno, Lula (39%) mantém a dianteira sobre Flávio (33%), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (4%), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (4%) e o líder do MBL, Renan Santos (2%), entre outros pré-candidatos.

A contundência das declarações de Guilherme Boulos e a oscilação nos números das pesquisas trazem para o centro do debate a transparência e a conduta ética na vida pública. Para milhões de brasileiros, a escolha de seus representantes vai além de promessas eleitorais, envolvendo a confiança na integridade de quem aspira a cargos de liderança, tornando a discussão sobre a "biografia" dos candidatos um pilar fundamental da dignidade democrática e da justiça social.

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