SAÚDE E CUSTÓDIA

Bolsonaro recebe alta médica pós-cirurgia

Jair Bolsonaro após cirurgia no ombro, em frente ao hospital DF Star.
Jair Bolsonaro. Foto: Antonio Augusto/STF

Ex-presidente deixou o DF Star em 4 de maio; procedimento foi autorizado por Alexandre de Moraes.

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica do hospital DF Star, em Brasília, nesta segunda-feira, 4 de maio, marcando o fim de uma internação que durou três dias. A decisão de liberá-lo, tomada pela equipe médica, foi um passo crucial em sua recuperação pós-cirúrgica no ombro direito, procedimento previamente autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, a alta não apenas reflete a boa evolução de seu quadro de saúde, mas também ressalta as complexidades de sua situação judicial, onde até intervenções médicas exigem aval da Justiça, impactando diretamente sua dignidade e rotina. A internação, iniciada na sexta-feira, 1º de maio, visou um reparo artroscópico do manguito rotador direito. O cardiologista Brasil Caiado, membro da equipe médica, informou que o procedimento teve uma duração aproximada de três horas, transcorrendo dentro das expectativas. Nesta segunda-feira, o cirurgião Alexandre Paniago detalhou as etapas da recuperação do ex-presidente. Bolsonaro deverá manter o braço imobilizado em uma tipoia por seis semanas. Após este período inicial, ele iniciará um programa intensivo de fisioterapia. A expectativa médica é de que a recuperação completa se estenda por um período de seis a nove meses. Ainda como etapa preparatória, o ex-presidente já iniciou sessões de fisioterapia focadas no cotovelo e na mão. Paniago ressaltou que a principal preocupação no pós-operatório é a dor, que costuma ser intensa, mas felizmente foi bem controlada no caso de Bolsonaro. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também compartilhou detalhes sobre a condição do marido em seu Instagram. No domingo, ela relatou que ele apresentava "boa evolução, com dor controlada", apesar das limitações em atividades simples, como se alimentar. "Está apenas um pouquinho chateado, pois ainda não consegue se alimentar sozinho. Como a cirurgia foi no ombro direito e ele é destro, isso o impossibilita neste momento", escreveu, humanizando a experiência do ex-presidente em recuperação. A necessidade de autorização para a cirurgia ressaltou a condição judicial de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. O pedido foi formalizado pela defesa em 21 de abril, sustentado por exames que indicavam "dores recorrentes e intermitentes" no ombro, exigindo uso diário de analgésicos. A intervenção do ministro Alexandre de Moraes, do STF, permitiu a realização do procedimento. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes como organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União. Em sua rede social, pouco após as 15h desta segunda-feira, Michelle confirmou o retorno de Bolsonaro para casa: "Em casa, graças a Deus e às orações de todos". O episódio destaca não apenas a jornada de saúde do ex-presidente, mas também a constante vigilância sobre sua situação jurídica e o impacto pessoal das decisões judiciais em sua vida.

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