DO GRAMADO À POLÍTICA

Boleiros nas urnas: ídolos do esporte buscam cargos no pleito deste ano

Montagem fotográfica com nomes do futebol brasileiro que disputam cargos nas eleições.
Ex-jogadores, ex-treinador e ex-dirigentes disputam cargos em diferentes estados e levam a projeção do futebol para a campanha.

Ex-jogadores, treinadores e gestores utilizam a projeção conquistada nos campos para disputar cadeiras em diferentes estados e no Distrito Federal.

Figuras icônicas do futebol brasileiro decidiram transitar dos estádios para as urnas nas eleições deste ano. A movimentação busca aproveitar a visibilidade e o apelo popular construídos ao longo de décadas de carreiras dedicadas ao esporte para conquistar postos no legislativo e executivo em diversos estados e no Distrito Federal.

No Rio de Janeiro, Edmundo, conhecido como “Animal”, oficializou sua candidatura a deputado federal pelo PSDB. O ex-atacante, que marcou época no Palmeiras, Vasco e no histórico “Ataque dos Sonhos” do Flamengo, ao lado de Romário e Sávio, aponta que sua motivação principal é atuar em Brasília com foco na defesa dos interesses do Vasco da Gama.

Em São Paulo, Luís Fabiano, ex-titular da Seleção Brasileira, concorre a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo MDB. O ex-atleta define como prioridades de sua plataforma o fomento ao esporte, a saúde preventiva e a inclusão digital para a juventude. Recentemente, a candidatura ganhou repercussão após uma retificação no cadastro eleitoral sobre sua orientação sexual, corrigida pelo partido como um equívoco técnico.

A transição de carreira também atrai gestores e técnicos. Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético Mineiro e ex-prefeito de Belo Horizonte, tenta agora o governo de Minas Gerais pelo PDT, apostando no legado de gestão que levou o clube à conquista da Copa Libertadores de 2013. Já Vanderlei Luxemburgo, o “Pofexô”, oficializou sua candidatura ao Senado pelo Podemos no Tocantins, após o respaldo da cúpula nacional da legenda.

Outros nomes, como Washington “Coração Valente”, que transita pelo Rio Grande do Sul com pautas de inclusão social, Marcelinho Carioca no Distrito Federal e Marcos Braz no Rio de Janeiro, evidenciam a estratégia dos partidos de aliar o reconhecimento do público esportivo à força das urnas. O sucesso dessas empreitadas dependerá de como o eleitorado avaliará a migração das competências técnicas esportivas para a administração pública.

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