DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
BNDES impulsiona parcerias em IA e minerais críticos com EUA
José Luis Gordon, diretor do BNDES, detalha estratégia de agregação de valor para o Brasil. Ação estratégica segue visita de Lula aos EUA.
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) reafirmou sua estratégia de fomentar parcerias internacionais para setores cruciais como inteligência artificial (IA) e minerais críticos, visando atrair investimentos e agregar valor à economia brasileira. A decisão, vocalizada por José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior, ecoa o compromisso do Brasil em se posicionar como um polo tecnológico e de transformação mineral, prometendo geração de empregos e soberania em cadeias produtivas globais. Este posicionamento foi articulado nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, após evento da CNI (Confederação Nacional da Indústria) na Brazil Week.
A iniciativa do banco não busca apenas recursos financeiros, mas uma colaboração que gere valor ao país e impulsione seu desenvolvimento. “O Brasil quer trabalhar agregando valor, gerando investimento. Então, todo tipo de investimento que for possível, nós vamos querer apoiar. E o BNDES tem um papel estratégico de apoiar esses investimentos”, explicou Gordon em entrevista exclusiva à CNN Brasil.
Entre as áreas prioritárias, Gordon destacou o imenso potencial dos minerais críticos, essenciais para a transição energética e tecnológica global. O objetivo é ir além da extração, investindo em tecnologias de transformação mineral para desenvolver produtos de maior valor agregado, gerando empregos qualificados e fortalecendo a indústria nacional. A inteligência artificial surge como outra frente estratégica, com o Brasil buscando atuar em conjunto com o governo americano para integrar-se à cadeia global de semicondutores, um componente vital para a economia digital.
Para o diretor do BNDES, a exigência para os parceiros é clara: “trazer investimentos, trabalhar em conjunto e poder agregar valor ao Brasil”. Essa postura proativa convida empresas e nações a participarem da construção de um futuro mais próspero. “Quem for, quem quiser trabalhar e ir para o Brasil, será bem-vindo. Terá apoio do BNDES, terá apoio do governo, terá apoio da política pública”, assegurou Gordon, reforçando o ambiente favorável a novas parcerias.
Este movimento estratégico ganhou impulso logo após a visita do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aos EUA, onde se reuniu com Donald Trump. Na ocasião, interesses estratégicos mútuos foram discutidos, pavimentando o caminho para aprofundar laços. “O presidente Lula esteve aqui, dialogou com o presidente Trump, e a ideia é construir uma parceria”, complementou Gordon, enfatizando o alinhamento entre as esferas governamentais e financeiras.
A visão do BNDES para o setor de minerais críticos é ambiciosa: transformar o Brasil em um “grande polo de transformação mineral”. Com recursos disponíveis para projetos de beneficiamento e empresas atuando em áreas como baterias e semicondutores, o país se prepara para liderar essa agenda, buscando parcerias não apenas com os EUA, mas também com a Europa e outros investidores globais. O intuito é garantir que o desenvolvimento seja compartilhado, gerando riqueza e inovação de forma colaborativa.
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