CRIME EM PONTA PORÃ

Bebê encontrado morto em lixeira nasceu com vida, aponta laudo

Bebê abandonado em lixeira
Lixeira em que bebê foi encontrado — Foto: TV Morena

Laudo pericial confirma que recém-nascido achado em lixeira em Jardim Primavera nasceu vivo. Caso é investigado como infanticídio pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

Um laudo pericial trouxe uma nova luz ao trágico caso do recém-nascido encontrado morto em uma lixeira em Ponta Porã, no dia 24 de abril de 2026. A investigação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, divulgada nesta quarta-feira, 20/05/2026, confirmou que o bebê nasceu com vida. A perícia, no entanto, não determinou a causa exata da morte, levando a apuração para a linha de investigação de infanticídio, um crime que atenta contra a dignidade da vida humana desde o seu nascimento. O inquérito segue em sigilo.

A principal suspeita, conforme a Polícia Civil, é uma adolescente de 17 anos. Ela foi ouvida na semana passada pela corporação. O caso, inicialmente tratado como morte a esclarecer, agora concentra esforços na investigação de infanticídio, considerando a possibilidade de um ato intencional contra a vida do recém-nascido. A comunidade de Jardim Primavera, onde o corpo foi encontrado, clama por respostas e justiça.

O corpo do bebê foi descoberto por trabalhadores da coleta de lixo durante uma ronda de rotina no bairro Jardim Primavera. Ele estava dentro de uma lixeira em frente a uma residência, enrolado em um casaco e apresentando manchas de sangue, um cenário chocante que revela a vulnerabilidade e o abandono. A descoberta levou ao acionamento imediato da Polícia Militar, que isolou a área para garantir a preservação das evidências.

O delegado Ítalo Teixeira, responsável pela investigação, informou que o bebê exibia sinais de que já estava sem vida há várias horas quando foi localizado. A investigação agora busca determinar as circunstâncias exatas que levaram à situação, com análise de imagens de câmeras de segurança da região para reconstruir os fatos e confirmar a dinâmica do abandono.

O pai da criança também prestou depoimento aos investigadores, que descartaram qualquer envolvimento dele na ocorrência. Paralelamente, a defesa da adolescente apresentou uma versão que aponta para a ignorância sobre a gravidez e um parto ocorrido em casa, com o bebê já sem vida. Os pais da jovem, segundo o relato da defesa, teriam levado a filha ao hospital após encontrarem sinais de automutilação, onde a equipe médica constatou o parto.

A versão apresentada pela defesa, contudo, diverge da conclusão pericial que indica que o bebê nasceu com vida, lançando um véu de incerteza sobre os eventos e a necessidade de uma apuração rigorosa para garantir que a verdade prevaleça e os responsáveis sejam devidamente responsabilizados, sempre com respeito à dignidade e aos direitos de todos os envolvidos.

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