BAQUE NO MERCADO

Bank of America rebaixa recomendação para ações no Brasil

Gráfico de ações com seta para baixo simbolizando desvalorização.
Analistas do Bank of America ajustam estratégias de investimento na América Latina.

Estrategistas do banco americano reduziram a exposição em ações brasileiras na América Latina para 'marketweight', citando juros mais altos e resultados corporativos enfraquecidos. Mudança impacta investidores e economia.

O Bank of America decidiu, nesta terça-feira (9), rebaixar a recomendação para as ações do Brasil em seu portfólio de investimentos na América Latina. A classificação passou de 'overweight' (acima da média do mercado) para 'marketweight' (em linha com a média). A justificativa principal para a mudança reside na perspectiva de um cenário mais desafiador para as taxas de juros e expectativas de resultados corporativos enfraquecidos. Essa decisão impacta a confiança dos investidores estrangeiros e pode influenciar o fluxo de capital para o país, afetando diretamente a performance da bolsa de valores brasileira e a percepção de risco para o mercado local.

"O menor espaço para cortes de juros elimina um importante fator doméstico de suporte", explicaram os estrategistas do banco em relatório enviado a clientes. A equipe econômica do Bank of America agora projeta a taxa Selic em 14,25% até o fim de 2026, uma revisão para cima em relação à previsão anterior de 13,25%. Isso sugere um corte adicional em junho, seguido por uma pausa prolongada no ciclo de afrouxamento monetário. A taxa Selic encontra-se atualmente em 14,5%.

"Os riscos de inflação permanecem inclinados para cima, em meio à fraqueza do real, enquanto a volatilidade relacionada às eleições está aumentando", adicionaram os analistas. Apesar do cenário mais adverso, o banco ressaltou que continua a identificar oportunidades específicas dentro do mercado brasileiro.

No contexto regional, o Bank of America informou ter aumentado sua exposição a ações no Chile e na Colômbia. Manteve a recomendação 'overweight' para a Argentina e 'marketweight' para o México, além de manter alguma exposição ao Peru.

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