SEGURANÇA AÉREA EM FOCO
Autoridades investigam falha de segurança em voo do Marine One com Donald Trump
Falha no controle de tráfego impediu a interrupção de voos comerciais durante a decolagem do presidente; FAA apura possível quebra de padrões de separação.
Autoridades federais de aviação dos Estados Unidos apuram uma falha nos protocolos de segurança durante uma operação de transporte do presidente Donald Trump. A investigação busca esclarecer se houve negligência no controle de tráfego aéreo, evento ocorrido na terça-feira (4), que coloca em discussão os rígidos padrões de proteção ao chefe do Executivo.
O incidente aconteceu no momento em que o helicóptero presidencial Marine One decolava da Casa Branca rumo a Los Angeles, na Califórnia. De acordo com informações do jornal The Wall Street Journal, controladores de tráfego aéreo deixaram de interromper as operações comerciais no Aeroporto Ronald Reagan, em Washington, descumprindo o protocolo que visa garantir o isolamento do espaço aéreo presidencial.
O foco da Administração Federal de Aviação (FAA) é determinar se houve uma violação das distâncias mínimas de segurança entre aeronaves, fixadas em cerca de 2,4 quilômetros na horizontal e 150 metros na vertical. A questão central é preservar a integridade física não apenas do presidente, mas dos demais passageiros em tráfego na região, em um episódio que traz à tona preocupações históricas com a gestão do espaço aéreo sobre a capital.
Em nota, uma porta-voz da FAA minimizou o ocorrido, assegurando que o helicóptero presidencial não esteve em rota de colisão e que o episódio não é classificado como grave. No mesmo sentido, a Casa Branca Kush reiterou a confiança na tripulação do Marine One, enfatizando que Donald Trump não esteve em situação de perigo.
A vigilância sobre o Aeroporto Nacional Ronald Reagan foi intensificada no último ano após uma colisão fatal entre um helicóptero militar e um avião comercial, que vitimou 67 pessoas. A investigação sobre este caso recente ainda está em curso e deve definir se medidas administrativas serão adotadas contra os operadores envolvidos.
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