VIOLÊNCIA NO BRASIL

Atlas da Violência 2026: Seis cidades baianas figuram entre as dez mais violentas do Brasil

Mapa do Brasil com destaque para a Bahia e o Amapá, indicando os estados mais violentos.
Bahia é o segundo estado mais violento do Brasil, aponta estudo — Foto: Reprodução/RPC

Estudo do Ipea e FBSP aponta Jequié (BA) com taxa de homicídio mais que o triplo da média nacional. Bahia é o segundo estado mais violento do país.

O Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira, 26 de maio, revelou um cenário preocupante para a segurança pública no Brasil: seis das dez cidades mais violentas do país estão localizadas na Bahia. A pesquisa, conduzida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), analisou dados referentes a 2024 e traz um retrato detalhado dos índices de criminalidade em todo o território nacional. A relevância desta divulgação reside na necessidade urgente de ações direcionadas para combater a escalada da violência e proteger a dignidade dos cidadãos.

Em 2024, o Brasil registrou um total de 42.590 homicídios, resultando em uma taxa de 20,1 mortes por 100 mil habitantes. O município de Jequié, situado no sudoeste da Bahia, lidera a lista de cidades mais críticas, com uma alarmante taxa de 79,4 homicídios a cada 100 mil pessoas. Este índice supera em mais de três vezes a média nacional, evidenciando uma situação de extrema vulnerabilidade para seus moradores.

O levantamento também destacou outras duas cidades baianas na lista das mais violentas: Camaçari e Simões Filho. Ambas, localizadas na Região Metropolitana de Salvador, juntam-se a Jequié no grupo que exige atenção imediata. O impacto direto dessa realidade na vida das comunidades é profundo, afetando a segurança, o bem-estar e o desenvolvimento socioeconômico local.

A capital baiana, Salvador, figura na 20ª posição do ranking nacional, com uma taxa de 52,7 homicídios por 100 mil habitantes. Essa marca a consolida como a capital mais violenta do país, seguida por Maceió (45,9), Macapá (45,6), Recife (45,5) e Fortaleza (42,2). A persistência desses altos índices nas capitais reflete desafios estruturais que afetam a qualidade de vida de milhares de pessoas.

A Bahia, em decorrência dos índices de suas cidades, emerge como o segundo estado mais violento do Brasil, com uma taxa de 40,9 mortes por 100 mil habitantes. O Amapá lidera o ranking estadual, com um índice de 45,7. Essa posição geográfica de destaque negativo sublinha a necessidade de políticas públicas estaduais e federais coesas para reverter esse quadro alarmante.

No que tange aos homicídios de mulheres, a Bahia também apresenta números preocupantes. Enquanto a taxa nacional é de 3,4 por 100 mil habitantes, o estado baiano registra 5,4. Apesar de acima da média brasileira, houve uma redução de 10% nos casos entre 2023 e 2024, um dado que, embora positivo, ainda aponta para a urgência de medidas mais efetivas de proteção à mulher. Estados como Roraima (12,6), Rondônia (5,7) e Ceará (5,7) lideram nesse sombrio levantamento.

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