ATAQUE LETAL
Ataques russos em Kiev deixam nove mortos na véspera de cúpula da Otan
Capital ucraniana atingida por mísseis e drones na madrugada desta segunda-feira (06/07/2026). Nova ofensiva ocorre dias após ataque que matou 30 pessoas.
A capital da Ucrânia, Kiev, foi alvo de um ataque letal da Rússia na madrugada desta segunda-feira, 06/07/2026. A ofensiva ocorre na véspera de uma cúpula crucial da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que acontecerá na Turquia e da qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende participar. Grandes explosões iluminaram o céu noturno enquanto mísseis balísticos e drones atingiam partes da cidade, matando pelo menos nove pessoas e ferindo dezenas, segundo autoridades municipais.
Prédios residenciais foram atingidos, com moradores presos em apartamentos danificados e carros em chamas nas ruas. Equipes de resgate retiraram civis, incluindo crianças, de um edifício afetado no distrito de Podilskyi, conforme informou o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, por meio do Telegram. Sirenes de alerta aéreo soaram por toda a cidade, levando muitos a buscar abrigo.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, havia alertado poucas horas antes sobre a preparação russa para um "novo ataque em grande escala". A ofensiva desta segunda-feira se soma a um violento ataque russo contra Kiev na última quinta-feira, que matou 30 pessoas e foi o terceiro mais letal desde o início da guerra.
Em publicação no X no domingo (05/07/2026), Zelensky comentou: "Isso é típico de Putin, logo após o Dia da Independência dos Estados Unidos e antes da cúpula da Otan em Ancara. A Rússia quer trazer mais mal e matar pessoas." Ele também pediu por segurança e atenção aos alertas de ataques aéreos.
Prédios residenciais no distrito de Darnytskyi, que já havia sofrido danos significativos na quinta-feira, foram gravemente afetados e evacuados. Vídeos geolocalizados pela CNN mostraram uma grande explosão e edifícios residenciais em chamas.
A guerra na Ucrânia será o pano de fundo para a cúpula na Turquia, que se inicia na terça-feira. Trump, que estará em Ancara, reafirmou no domingo sua disposição em ajudar a encerrar o conflito, após uma ligação com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. O presidente americano também conversou com Zelensky no sábado.
Trump prometeu resolver a guerra em 24 horas ao retornar ao cargo, mas, mais de 500 dias após o início de seu segundo mandato, seu governo ainda não apresentou um caminho para a paz, apesar de várias tentativas.
As forças russas intensificaram esforços para conquistar a região de Donetsk, um objetivo central do Kremlin, enquanto cidades ucranianas enfrentam ataques quase diários de drones e mísseis. A Ucrânia, por sua vez, tem intensificado ataques com mísseis e drones contra infraestruturas estratégicas na Rússia.
O elevado número de mortes no ataque da última quinta-feira evidenciou o desafio da Ucrânia em proteger sua capital, diante da inovação russa com drones de alta velocidade, como o Geran-4, que exigem sistemas de defesa aérea mais avançados. No domingo, Zelensky reiterou seu apelo por mísseis para os sistemas Patriot, afirmando que "qualquer atraso na entrega de mísseis para nossa defesa aérea, mísseis para os Patriots, significa perda de vidas e incentiva a Rússia a continuar a guerra". Os sistemas Patriot são considerados fundamentais para interceptar o arsenal russo.
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