INFÂNCIA PROTEGIDA JÁ

Associação O Pequeno Nazareno e Petrobras Impulsionam Combate ao Trabalho Infantil no RN

Associação O Pequeno Nazareno e Petrobras Impulsionam Combate ao Trabalho Infantil no RN

Foco em Guamaré e Areia Branca, projeto expande novas formações em 2026 no RN.

A Associação O Pequeno Nazareno, em parceria com a Petrobras, anuncia nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, a expansão do Projeto Dignidade para a Infância e a abertura de novas formações para este ano, com o objetivo de intensificar o combate ao trabalho infantil e fortalecer a proteção de crianças e adolescentes no Rio Grande do Norte. Esta iniciativa é vital para romper ciclos de exclusão e garantir que a infância seja vivida plenamente, livre de exploração.

As novas ações do projeto concentram-se nos municípios potiguares de Guamaré e Areia Branca. Elas incluem atividades educativas, acompanhamento psicossocial e qualificação para o mundo do trabalho, todas desenhadas para prevenir violações de direitos e amparar comunidades em situação de risco social.

Ao completar seu primeiro ano de atuação, o Projeto Dignidade para a Infância já desenvolveu uma série de medidas educativas e comunitárias. Campanhas de conscientização, atividades ambientais, formações profissionais e acompanhamento terapêutico são exemplos do trabalho que equipes multidisciplinares realizam diretamente com crianças, adolescentes e suas famílias em diversos estados das regiões Norte e Nordeste.

Manoel Torquato, coordenador da instituição, enfatiza a relevância da expansão: “Abrir novas formações em 2026 é fortalecer caminhos para que nenhuma criança precise trabalhar quando deveria viver a sua infância”. Sua fala ressalta o foco do projeto em romper com padrões históricos de vulnerabilidade que levam à exploração infantil.

Os desafios permanecem significativos: dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelam que cerca de 1,6 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estavam em situação de trabalho infantil no Brasil em 2024. A região Nordeste apresenta a maior concentração desses casos. Apesar da proibição constitucional, que estabelece 16 anos como idade mínima para o trabalho — com exceção para aprendizes a partir dos 14 —, o problema persiste, agravado por contextos de vulnerabilidade social.

Com duração prevista de três anos, o projeto adota uma abordagem integral. Busca enfrentar as causas estruturais do trabalho infantil por meio de ações formativas, apoio às famílias e um robusto fortalecimento das redes de proteção. O objetivo é ampliar oportunidades e promover o desenvolvimento social sustentável nas comunidades atendidas, assegurando um futuro mais digno para a juventude brasileira.

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