JUSTIÇA DECIDE AGORA
Associação de moradores de Cotovelo questiona judicialmente prefeitura de Parnamirim por exclusão em grupo de zoneamento
Associação de Proprietários, Moradores e Veranistas da Praia de Cotovelo (PROMOVEC) alega ausência de motivação na escolha de integrantes de Grupo Técnico de Trabalho (GTT) para zoneamento de Cotovelo Novo. Decisão liminar determinou inclusão de morador.
A Associação dos Proprietários, Moradores e Veranistas da Praia de Cotovelo (PROMOVEC) recorreu à Justiça estadual contra a Prefeitura de Parnamirim pela exclusão de seus representantes na composição de um Grupo Técnico de Trabalho (GTT). O grupo foi criado por decreto municipal com o objetivo de elaborar a proposta de Zona Especial de Interesse Urbanístico e Ambiental em Cotovelo Novo, mas a entidade alega não ter sido incluída, apesar de ter formalizado seu pedido de participação. A decisão liminar, proferida pela Justiça, determinou a inclusão de outro morador da região no GTT, fundamentada na falta de motivação clara para a escolha dos integrantes.
A polêmica em torno do GTT para o zoneamento de Cotovelo Novo ganhou destaque após a publicação no Diário Oficial de Parnamirim. O decreto definiu a participação de representantes de diversas secretarias municipais, como a Secretaria de Infraestrutura (SEINFRA) e a Secretaria de Planejamento e Finanças (SEPLAF). A Câmara Municipal também indicou três de seus membros para compor o colegiado. Instituições como o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA), a Superintendência do Patrimônio da União (SPU/RN) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) também tiveram representantes nomeados.
No que se refere à sociedade civil, foram designados três representantes da comunidade local e um advogado e pesquisador ambiental como técnico voluntário. No entanto, chamou atenção a nomeação da vice-presidente da Associação Oceânica e do presidente da Associação de Proteção e Conservação Ambiental (APC) Cabo de São Roque. Esta última entidade, vale ressaltar, possui sede em Maxaranguape, um município distante aproximadamente 60 km da área em estudo. O documento oficial que estabeleceu a composição do GTT não detalha os critérios específicos que nortearam a seleção desses integrantes, o que gerou o questionamento judicial.
A inclusão de um morador da região, determinada pela liminar, visa garantir uma representatividade mais alinhada aos interesses locais e à própria comunidade que será diretamente impactada pelas decisões do GTT. A PROMOVEC busca assegurar que as particularidades e as necessidades da Praia de Cotovelo sejam consideradas na elaboração do plano urbanístico e ambiental, defendendo a dignidade e os direitos dos residentes e veranistas. A reportagem contatou a assessoria de imprensa da Prefeitura de Parnamirim para obter um posicionamento oficial sobre os desdobramentos da situação. O espaço permanece aberto para quaisquer esclarecimentos adicionais por parte do executivo municipal.
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