SOLIDARIEDADE E TENSÃO

Após revés, Messias busca acordo pessoal com Moraes no STF

Jorge Messias, advogado-geral da União, conversando com ministros do STF após rejeição de sua indicação
Ministros do STF prestam solidariedade a Jorge Messias após revés no Senado

Advogado-geral da União foi procurado por 8 ministros após rejeição no Senado em 29 de abril.

Ainda assimilando a rejeição de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal, ocorrida em 29 de abril de 2026, o advogado-geral da União, Jorge Messias, viu-se alvo de uma onda de solidariedade por parte de oito ministros da Corte. Embora reconheça o apoio, Messias, contudo, decidiu que um diálogo com o ministro Alexandre de Moraes, apontado nos bastidores como um de seus algozes, deve acontecer de forma pessoal e privada, sublinhando a delicadeza das relações internas e a busca por um entendimento direto em um momento crucial para sua imagem e trajetória.

As manifestações de apoio dos membros do STF, feitas por mensagens de texto e ligações telefônicas, surgiram por iniciativa dos próprios magistrados, que buscaram Messias para oferecer consolo e reafirmar laços após o revés político no Senado. Tal gesto de solidariedade é significativo, demonstrando a complexidade das relações nos corredores da Justiça e o impacto humano das decisões políticas na vida de indivíduos.

A derrota no Senado foi definitiva para a nomeação específica, mas a repercussão interna na Corte mostra que o prestígio de Messias entre os ministros permanece. O advogado-geral da União recebeu o apoio explícito de:

  • Gilmar Mendes;
  • Cristiano Zanin;
  • André Mendonça;
  • Nunes Marques;
  • Luiz Fux;
  • Edson Fachin;
  • Carmen Lúcia;
  • Dias Toffoli.

Paradoxalmente, o ministro Alexandre de Moraes, cuja influência nos bastidores é frequentemente mencionada em momentos decisivos, também procurou Jorge Messias por mensagem e ligação. Contudo, não obteve resposta.

Messias, em conversas com seus aliados, deixou claro que não nutre mágoas de Moraes. No entanto, ele ressaltou que, para que haja um verdadeiro "acerto de ponteiros" e um restabelecimento pleno do diálogo, a conversa precisa ser presencial e exclusiva entre os dois, longe dos olhares e pressões externas. Essa condição reforça a necessidade de um espaço seguro para discutir as tensões e os desdobramentos da votação que impediu sua ascensão ao Supremo.

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