SAÚDE AVANÇA

Anvisa libera medicamento inovador contra doença rara do coração

Homem idoso segurando pílulas, simbolizando tratamento para doença cardíaca rara.
Medicamento inovador oferece esperança para doença cardíaca rara.

Aprovado Beyonttra® para cardiomiopatia amiloide, condição que afeta mais de 12 mil brasileiros. Decisão é de 04 de maio de 2026.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Beyonttra® (cloridrato de acoramidis), nesta segunda-feira, 04 de maio de 2026, oferecendo uma nova esperança a milhares de pacientes. A decisão da Anvisa garante acesso a um tratamento inovador para a cardiomiopatia amiloide associada à transtirretina (ATTR), uma doença rara, progressiva e potencialmente fatal que endurece o coração e compromete severamente a qualidade de vida. Este avanço representa um alívio significativo para famílias que enfrentam a urgência e a complexidade desta condição devastadora.

Produzido pela Global Regulatory Partners Brasil LTDA, o Beyonttra® destina-se a pacientes com a forma selvagem ou hereditária da doença. A cardiomiopatia amiloide por transtirretina surge quando a proteína transtirretina (TTR), gerada no fígado, desestabiliza-se e se acumula no músculo cardíaco. Esse processo leva à formação de depósitos de substância amiloide, resultando no enrijecimento progressivo do coração, o que pode culminar em insuficiência cardíaca.

Conforme explicado pela Anvisa, a ação do Beyonttra® consiste em estabilizar a proteína TTR. Com isso, o medicamento ajuda a diminuir a formação desses depósitos nocivos, reduzindo de forma crucial o risco de morte por causas cardiovasculares, um dos impactos mais severos da doença.

Um estudo clínico de fase 3 demonstrou a eficácia superior do Beyonttra® em comparação com o placebo. Os dados revelaram que pacientes tratados com o medicamento tiveram 77,2% mais chances de obter benefício clínico, um resultado promissor que reforça a importância desta aprovação.

A cardiomiopatia amiloide por transtirretina é amplamente reconhecida como uma doença rara e, muitas vezes, de diagnóstico difícil. Estimativas da Associação Brasileira de Cardiologia indicam que a condição afeta aproximadamente 55,2 pessoas a cada 100 mil indivíduos com mais de 65 anos no Brasil, totalizando cerca de 12.942 pacientes em todo o país.

A enfermidade acomete principalmente homens acima dos 60 anos e está intrinsecamente ligada a internações hospitalares frequentes devido à insuficiência cardíaca. Além disso, os pacientes vivenciam uma perda gradual da capacidade física e uma acentuada diminuição em sua qualidade de vida, sublinhando a necessidade urgente de tratamentos eficazes como o recém-aprovado Beyonttra®.

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