DISPUTA NO TRABALHISMO
Andy Burnham, rival de Keir Starmer, candidata-se à liderança do Partido Trabalhista e ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido
Prefeito de Manchester anuncia candidatura após renúncia de Keir Starmer, que sai após rebelião interna e pressão de deputados. Novo líder deve ser escolhido até setembro.
O parlamentar britânico Andy Burnham lançou sua candidatura para ser o próximo primeiro-ministro do Reino Unido, em uma decisão anunciada nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026. Burnham, atual prefeito da Grande Manchester e uma figura proeminente no Partido Trabalhista, surge como rival direto de Keir Starmer, que comunicou sua renúncia ao cargo mais cedo no mesmo dia, em meio a uma crescente pressão interna.
Em declarações divulgadas por meio das redes sociais, Burnham expressou gratidão a Starmer por seu serviço à nação em um período considerado desafiador. "Keir prestou um enorme serviço ao nosso país e quero agradecer-lhe pela sua liderança e dedicação durante um período tão desafiador", escreveu o parlamentar. Ele destacou que a saída de Starmer inicia uma transição crucial e que sua própria candidatura visa garantir que o processo seja conduzido com ordem e responsabilidade, atendendo às expectativas do país por estabilidade e foco nas prioridades nacionais.
Starmer, ao anunciar sua renúncia pela manhã, informou que um novo líder trabalhista deverá ser escolhido até o retorno das atividades do Parlamento em setembro. Ele também confirmou ter informado o rei Charles III sobre sua decisão e que permanecerá como primeiro-ministro interino até a nomeação de seu sucessor. "Permanecerei no cargo até o término da disputa e farei tudo o que estiver ao meu alcance para garantir uma transição de poder ordenada. Darei total apoio ao meu sucessor", declarou.
A saída de Starmer ocorre após um significativo desgaste em sua liderança, intensificado por uma rebelião dentro de seu próprio partido. De acordo com a rede Sky News, aproximadamente 100 parlamentares do Partido Trabalhista haviam exigido publicamente sua renúncia. Essa movimentação ganhou força após a vitória de Burnham em uma eleição especial que lhe garantiu uma cadeira no Parlamento, abrindo caminho para seu desafio à liderança do partido e do país.
Os interessados em concorrer à liderança do Partido Trabalhista precisam obter o apoio de pelo menos 81 deputados e formalizar suas candidaturas até 16 de julho. O vencedor da disputa interna herdará não apenas a chefia do partido, mas também a posição de primeiro-ministro, caso o partido mantenha sua maioria na Câmara dos Comuns. A definição do novo líder é um momento decisivo para o futuro político do Reino Unido, impactando diretamente a governabilidade e as políticas públicas.
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