INICIATIVA DE IMPACTO

Alunas da Escola Municipal Saint Hilaire lideram combate à pobreza menstrual no RS

Estudantes da Escola Municipal Saint Hilaire em atividade do projeto Garotas de Vermelho
Alunas produzem absorventes para distribuir kits contra a pobreza menstrual. Foto: Reprodução/PEGN

Estudantes criam coletivo para distribuir kits de higiene e promover dignidade feminina através do empreendedorismo social.

O coletivo Garotas de Vermelho, formado por estudantes da Escola Municipal Saint Hilaire, consolidou em 13/07/2026 uma rede de suporte essencial para combater a pobreza menstrual e promover a dignidade feminina em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A decisão de formalizar as ações de distribuição de itens básicos de higiene surgiu da necessidade urgente de suprir a falta de acesso a absorventes entre as colegas de rede pública, garantindo que o ciclo menstrual não seja um fator de exclusão escolar ou social.

A iniciativa, que ganhou destaque nacional ao vencer o Desafio Liga Jovem, transforma o acolhimento em estratégia de sobrevivência e educação. A estudante Joana Souza relata que a menstruação, anteriormente tratada como um tabu cercado de silêncio e vergonha, tornou-se o eixo central de um projeto que une distribuição de materiais e rodas de conversa sobre saúde e proteção contra a violência.

O modelo operacional do projeto baseia-se na solidariedade: a comercialização de kits com absorventes reutilizáveis e bolsas térmicas financia a doação de suprimentos para meninas em situação de vulnerabilidade. Com essa estrutura, o grupo já impactou mais de 30 escolas na capital gaúcha, promovendo um ambiente seguro onde o diálogo entre adolescentes fortalece a autonomia e o conhecimento sobre o próprio corpo.

O alcance do trabalho ultrapassou as fronteiras estaduais, levando as jovens a apresentar a iniciativa em espaços de inovação em Madri. Sob a orientação da professora Maria Gabriela, o coletivo — que conta com a colaboração de alunas como Luisa Marques — demonstra como a educação empreendedora atua como um motor de transformação social. O projeto, que segue em expansão, reafirma o direito básico à saúde em 13/07/2026 e nos anos seguintes.

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