ELEIÇÕES E PROPOSTAS

Allyson Bezerra detalha 167 propostas para a gestão do RN

Allyson Bezerra discursando para apoiadores em evento político.
Candidato durante evento de campanha eleitoral no Rio Grande do Norte — Foto: Reprodução

Candidato do União protocolou plano de governo no TSE com foco em obras estruturantes, saúde e educação; viabilidade financeira depende de diagnóstico fiscal.

O candidato Allyson Bezerra (União) formalizou seu plano de governo para o Rio Grande do Norte junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apresentando 167 propostas que visam cobrir diversas áreas da administração pública. O número de compromissos foi estrategicamente definido para espelhar a quantidade total de municípios do estado, com o objetivo de oferecer ao eleitorado uma lista de metas tangíveis e fiscalizáveis.

O documento, composto por 11 capítulos, detalha investimentos em infraestrutura e melhorias em serviços essenciais. Entre os projetos de maior visibilidade estão a construção de uma terceira ponte sobre o Rio Potengi, a duplicação do acesso à Praia da Pipa e intervenções de drenagem em Ponta Negra. O plano propõe, ainda, a modernização do Porto de Natal e do Terminal Salineiro.

Na área da saúde, o programa foca no combate às filas e prevê o fortalecimento de unidades como o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, além da requalificação dos hospitais da Zona Norte. Para a educação, as medidas incluem um Pacto Potiguar pela Aprendizagem, entrega de materiais escolares e bolsas para alunos de baixa renda, com o intuito de reduzir a evasão escolar e fortalecer o ensino na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern).

Apesar da especificidade dos projetos, a concretização das promessas está atrelada a uma "Radiografia Geral" das contas públicas, que seria realizada logo no início da gestão. O plano reconhece a necessidade de avaliar a saúde fiscal do RN antes de definir cronogramas e prioridades. Atualmente, o Relatório de Gestão Fiscal e os dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE) indicam desafios significativos, incluindo um déficit atuarial previdenciário de R$ 54,3 bilhões.

O documento não detalha o orçamento individualizado por projeto ou a fonte de recursos para cada ação, o que coloca o custo, a ordem de prioridade e os prazos de execução como pontos que ainda aguardam definição. O candidato aponta a busca por parcerias e recursos federais como caminhos para viabilizar as intervenções, mas a ausência de um cronograma físico-financeiro torna o plano um guia de intenções que dependerá da real capacidade de investimento encontrada no Tesouro Estadual.

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