GUERRA TRIBUTÁRIA NO RN
Allyson Bezerra acusa Cadu Xavier por alta de ICMS no RN
Allyson Bezerra defende gestão fiscal em Mossoró e atribui ao Governo do Estado e ex-secretário Cadu Xavier o aumento do ICMS, que passou de 18% para 20%.
Uma controvérsia fiscal agitou o cenário político do Rio Grande do Norte nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, quando o pré-candidato do União Brasil ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, negou veementemente ter elevado impostos durante sua gestão como prefeito de Mossoró. Ele reagiu às críticas do ex-secretário da Fazenda e também pré-candidato Cadu Xavier, redirecionando a responsabilidade pelo aumento da carga tributária para o Governo do Estado e o próprio Xavier. O embate sobre a tributação toca diretamente o bolso dos cidadãos e esquenta a corrida eleitoral, colocando em xeque a gestão fiscal e a promessa de futuro para os potiguares.
Em entrevista à rádio 98 FM Natal, Allyson afirmou que qualquer elevação de tributo exige lei específica e reiterou que tal medida nunca ocorreu em sua administração municipal.
“Primeiro, para aumentar impostos tem que ter lei. Ninguém eleva tributos, seja a nível de Brasil, Estado ou Município, sem editar uma lei. Cadê a lei? Não tem”, declarou. Segundo Bezerra, em seus cinco anos e três meses como prefeito, não houve aprovação de nenhuma legislação que elevasse alíquotas. “Não tem uma lei aumentando o imposto. Porque, para aumentar o imposto, você tem que aumentar a alíquota.”
Sobre a revisão nos valores do IPTU, mencionada por Cadu Xavier, o pré-candidato explicou que se tratou de uma correção pontual, determinada por órgãos de controle.
“Isso aí foi uma revisão. Se você mora numa casa e está pagando IPTU em cima de um terreno, você tem que pagar em cima do valor de uma casa”, detalhou. Ele informou que a mudança ocorreu após um questionamento do Ministério Público do Rio Grande do Norte. “O Ministério Público questionou a Prefeitura de Mossoró porque existiam alguns condomínios em que o cidadão pagava como terreno, sendo que morava numa casa.”
Em seguida, Allyson direcionou suas críticas ao Governo do Estado, vinculando o aumento do ICMS ao ex-secretário de Fazenda e pré-candidato Cadu Xavier.
“O Governo do Estado mandou uma lei para a Assembleia aumentando o imposto sobre serviço e comércio, o ICMS, de 18% para 20%. Fato. Tem uma nova lei. Os deputados votaram nessa lei”, afirmou. Ele enfatizou que a proposta foi elaborada pela equipe econômica estadual. “Quem foi que escreveu? O secretário de Finanças e Fazenda do Estado. Quem é esse secretário? Candidato ao Governo do Estado.”
O pré-candidato assegurou que, se eleito, não adotará medidas de aumento de impostos e visa expandir a arrecadação por meio do crescimento econômico. “Vou colocar um secretário que tenha a capacidade de aumentar a arrecadação destravando o Rio Grande do Norte”, prometeu. Segundo ele, o Estado enfrenta entraves burocráticos que impedem investimentos significativos. “O Rio Grande do Norte tem hoje, sobre a mesa do Idema, uma série de processos de licenciamento de grandes resorts, hotéis, empreendimentos imobiliários e atividades do agro que não avançam.”
Allyson contextualizou o tema tributário na disputa eleitoral, a qual, segundo ele, é marcada por estratégias adversárias. “Adversários querem pautar aquilo que interessa a eles”, comentou. Ele descreveu sua pré-campanha como “extremamente positiva” e reforçou os resultados de sua gestão em Mossoró, destacando equilíbrio fiscal e pagamentos em dia.
Ao assumir a Prefeitura de Mossoró, Bezerra relatou ter encontrado um cenário de crise, com cerca de R$ 750 milhões em dívidas, salários e décimo terceiro atrasados, além de um déficit de R$ 233 milhões na previdência. Ele afirmou que, ao final da gestão, deixou aproximadamente R$ 226 milhões em caixa na previdência e implementou o pagamento antecipado dos salários, entre os dias 25 e 28 de cada mês.
No âmbito político, Allyson declarou que pretende evitar uma campanha baseada em ataques. “Eu não quero fazer nem pré-campanha nem campanha de acusação e nem de polêmicas. Se alguém nos questionar, vamos responder, mas eu quero propor ideias”, disse ele.
Ele também se absteve de declarar apoio a candidatos à Presidência da República, afirmando o foco nos problemas do Estado. “Eu tenho experiência de ser gestor com Jair Bolsonaro no poder e com Lula no poder. Com os dois governos, eu tive a condição de trabalhar.”
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