DECISÃO CRÍTICA
Aliados temem revogação de domiciliar após PM apreender arma de Bolsonaro
Apreensão de arma registrada em nome do ex-presidente aumenta apreensão entre aliados sobre possível revogação de prisão domiciliar, com prazo para reavaliação em 25 de junho.
Aliados de Jair Bolsonaro (PL) manifestam receio quanto à revogação da prisão domiciliar do ex-presidente após a Polícia Militar do Distrito Federal apreender uma arma de fogo registrada em seu nome durante uma blitz. A apreensão eleva a preocupação sobre o futuro da medida, concedida em março devido a problemas de saúde, com o prazo de 90 dias para reavaliação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) se encerrando em 25 de junho.
Parlamentares da oposição ouvidos pela CNN avaliam que as recentes decisões do STF têm sido desfavoráveis a Bolsonaro, intensificando a apreensão no grupo. Reservadamente, integrantes do entorno do ex-presidente admitem que "tudo pode acontecer" diante deste novo episódio, citando decisões anteriores da Corte em investigações e julgamentos que envolvem o ex-mandatário. Críticas à atuação do Supremo e do ministro Alexandre de Moraes, que aliados descrevem como "agente político" em um "Estado de exceção", têm sido reforçadas.
Deputados da oposição reforçaram essa percepção em coletiva no Congresso. O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL-PB), acusou Alexandre de Moraes de "perseguir" a família Bolsonaro e de atuar em diversas frentes no Supremo. Ele também citou a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no curso do processo que apurou uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. "Infelizmente o STF insiste em persegui-lo. Muitos inocentes foram presos, e o juiz Moraes fez todos os papéis: vítima, acusador, processador", declarou o congressista.
Apesar da apreensão da arma, os aliados insistem que "não há motivo" para a Corte mudar a decisão sobre a prisão domiciliar. A defesa de Jair Bolsonaro enviou esclarecimentos ao ministro Alexandre de Moraes, admitindo a propriedade da arma apreendida. Segundo os advogados, Bolsonaro teria solicitado a um segurança que levasse o equipamento para "manutenção" após identificar uma "falha". A defesa acrescentou que a equipe de segurança, sem conhecimento prévio do ex-presidente, retirou o percussor da arma, peça essencial para o disparo. A medida foi tomada devido ao uso de medicamentos psiquiátricos pelo ex-mandatário, que poderiam afetar sua cognição e causar um acidente.
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