DECISÃO DO STF

Alexandre de Moraes determina que PGR se manifeste sobre conteúdo achado em celular de Wassef

Foto do ministro Alexandre de Moraes do STF.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ministro Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República avalie informações achadas pela Polícia Federal em celulares do advogado Frederick Wassef. O material, considerado alheio ao caso das joias sauditas, será analisado em investigação sigilosa.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou nesta quinta-feira, 02/07/2026, que a PGR se manifeste sobre informações encontradas pela Polícia Federal nos celulares do advogado Frederick Wassef. A decisão, comunicada na terça-feira (30), visa analisar dados que podem configurar "eventos fortuitos" e que não guardam relação com a investigação principal sobre as joias sauditas.

A Procuradoria-Geral da República terá um prazo de 15 dias para avaliar os achados e determinar a existência de eventuais "hipóteses criminais". O material apreendido em novembro de 2023, que inclui os celulares de Wassef, foi objeto de pedido da PF para análise separada, concordando a PGR com a necessidade de investigação autônoma. O ministro Moraes, acatando a solicitação, determinou que o conteúdo fosse retirado do processo das joias e instaurado em um procedimento sigiloso à parte.

A iniciativa surge em um contexto de debates sobre a destinação de presentes recebidos por presidentes da República. Segundo a PGR, não há legislação clara que defina o destino desses itens, o que, na visão do procurador-geral Paulo Gonet, poderia inviabilizar denúncias contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados em casos relacionados a presentes de autoridades estrangeiras.

Em nota, Frederick Wassef contestou a operação de busca e apreensão realizada pela PF, argumentando que suas prerrogativas como advogado foram violadas por ter ocorrido sem a presença de um representante da OAB. Ele classificou a ação como nula, ilegal e viciada, além de caracterizá-la como "pesca probatória" devido ao lapso temporal. O advogado reiterou não ter praticado irregularidades e que não há indícios de ilicitude em seus aparelhos.

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