DECISÃO SOBRE ARMAMENTO
Alexandre de Moraes determina busca e apreensão de armas de Bolsonaro após inconsistências
Ministro do STF aponta divergências nas informações sobre dez armas registradas em nome do ex-presidente. Operação de busca não resultou em apreensões.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a busca e apreensão de armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão, tomada nesta quarta-feira, 08/07/2026, atende a um mandado de busca e apreensão e surge após "inconsistências" apresentadas pela defesa sobre a localização do armamento. A medida visa garantir a precisão das informações sobre a posse de itens restritos por parte de quem cumpre pena criminal, impactando diretamente a organização e controle do arsenal.
A determinação de Moraes se baseia em divergências entre as informações fornecidas pela defesa de Bolsonaro e os registros oficiais. Ao todo, dez armas registradas em nome do ex-presidente estão sob escrutínio. A questão ganhou força após, na última sexta-feira (3), o ministro ordenar a entrega de todo o arsenal à Polícia Federal, considerando "incompatível" a manutenção da posse de armas por alguém em regime de reclusão.
A defesa alegou que duas armas da marca Caracal já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023, conforme determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). Nesta quarta-feira, a própria Polícia Federal confirmou a custódia desses armamentos. No entanto, divergências surgiram quanto às outras oito armas. O Exército informou que apenas seis das armas citadas estavam acauteladas em seu batalhão em Brasília, e que seriam encaminhadas à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.
As inconsistências foram evidenciadas quando a defesa informou que uma espingarda Maestro Arms Company permaneceu na empresa importadora desde a aquisição, como um presente que nunca foi retirado. Outra arma, uma pistola Glock, estaria sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal, apreendida em junho em investigação sobre uso irregular por um membro da equipe de segurança do ex-presidente. A versão sobre a espingarda, em particular, divergiu dos registros oficiais, levando Moraes a ordenar a busca.
A operação de busca e apreensão, realizada na manhã desta quarta-feira, teve duração aproximada de uma hora e meia, mas não resultou em apreensões. A ação visa esclarecer o paradeiro de cada uma das dez armas e garantir a conformidade com as determinações legais, protegendo a segurança pública e a integridade dos processos investigatórios.
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