JOIAS DE VOLTA À RECEITA
Alexandre de Moraes autoriza transferência de joias apreendidas no governo Bolsonaro para a Receita
Decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, atende a pedido da Receita Federal para dar prosseguimento ao processo fiscal. Bens serão movidos da Caixa Econômica para a Alfândega de São Paulo.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira, 03/07/2026, a transferência da custódia das joias apreendidas na investigação sobre o desvio de bens do acervo presidencial durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão atende a um pedido da Receita Federal, que considera a movimentação essencial para o andamento do procedimento fiscal de perdimento dos itens.
A transferência determina que as peças, que incluem relógios da marca Rolex, um colar com pedras e abotoaduras, deixem a Caixa Econômica Federal, em Brasília, e sejam enviadas para a Alfândega do Aeroporto de São Paulo. Esta unidade aduaneira é responsável pela entrada dos bens no país.
A Receita Federal argumentou que não há mais interesse criminal em manter as joias sob a custódia atual, pois o relatório final da investigação já foi apresentado pela Polícia Federal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou a favor da transferência.

As joias apreendidas são parte do material investigado por sua possível destinação indevida. A investigação apura a atuação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, do advogado Frederick Wassef, e do ex-auxiliar Osmar Crivelatti neste caso.
O sigilo do processo foi levantado por Alexandre de Moraes em julho de 2024, após a Polícia Federal concluir as investigações e entregar os relatórios finais. Com a nova determinação, o ministro requisitou que a Superintendência da Receita Federal e a Polícia Federal em São Paulo sejam notificadas para executar a operação.
Bolsonaro e as joias — Foto: Reuters/Adriano Machado/File Photo; Reprodução/Jornal Nacional; Arquivo pessoal
- Esta reportagem está em atualização
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