PRESERVAÇÃO AMBIENTAL EM FOCO
Alertas de desmatamento caem 35% na Amazônia em junho de 2026, aponta Inpe
Dados do Deter mostram redução expressiva na supressão florestal, oferecendo fôlego à biodiversidade brasileira.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou uma queda significativa nos alertas de desmatamento na Amazônia e no Cerrado, conforme levantamento divulgado nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026. A redução, captada pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), reflete uma mudança importante na dinâmica de degradação ambiental, impactando diretamente a preservação da fauna e a integridade dos ecossistemas que sustentam a vida no Brasil.
Os números, referentes ao mês de junho de 2026, integram o 11º mês do calendário de monitoramento 2025/2026. Na Amazônia, o volume de alertas atingiu 297,26 km², apresentando uma retração de 35% em comparação aos 457,61 km² observados em junho de 2025. No acumulado desde agosto de 2025, a queda é ainda mais expressiva, alcançando 37,2%.
Para o Cerrado, os dados indicam uma redução de 5,3% na supressão da vegetação nativa em junho de 2026, com 481,53 km² monitorados frente aos 508,69 km² do mesmo mês no ano anterior. O Inpe ressalta, no entanto, que a intensa presença de nuvens no período pode ter limitado a capacidade de captação das imagens em certas regiões.
O Deter, que utiliza tecnologia dos satélites CBERS-04, CBERS-04A e Amazônia-1, funciona como uma ferramenta estratégica para a fiscalização ambiental. Embora não constitua a taxa oficial de desmatamento, o sistema fornece tendências cruciais que permitem aos órgãos de controle agir com maior agilidade, combatendo danos antes que se tornem irreversíveis ao patrimônio natural.
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