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Alcolumbre: Poderes "passam dos limites" e ameaçam convivência

Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, discursa sobre limites institucionais e respeito entre os poderes no Brasil.
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, durante evento no Palácio do Planalto em 10 de março de 2026.

Presidente do Congresso, em 10 de março de 2026, cobra fim de "ofensas" e defende respeito republicano em meio a tensões.

Em 10 de março de 2026, durante a posse do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), fez um alerta grave. Diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de ministros e congressistas, no Palácio do Planalto, Alcolumbre afirmou que os Poderes da República estão ultrapassando limites institucionais e que a relação entre Executivo, Legislativo e Judiciário tem perdido a capacidade de convivência republicana. A declaração, motivada pelo que chamou de agravamento das tensões e pela "contaminação" da lógica eleitoral, é um sinal preocupante para a estabilidade democrática e a governabilidade do país, indicando um cenário de desgaste que dificulta a busca por soluções para as necessidades da população.

O senador descreveu um ambiente político onde "está muito cômodo ofender os outros", criticando o que classificou como uma corrida de todos os poderes para além de suas atribuições constitucionais. Ele ressaltou a importância de um debate democrático saudável, lamentando que as divergências legítimas tenham sido substituídas por ataques permanentes entre as instituições.

Para Alcolumbre, a incessante disputa política ultrapassa o necessário confronto de ideias e se transforma em agressões institucionais contínuas. Essa deterioração do diálogo, segundo ele, compromete não apenas a harmonia entre os poderes, mas, principalmente, a eficácia das políticas públicas e a confiança dos cidadãos nas instituições. Quando a retórica de embate prevalece sobre a construção de consensos, a sociedade é a principal prejudicada, vendo suas pautas e necessidades relegadas a segundo plano em meio ao ruído político.

A Secretaria de Relações Institucionais, agora sob a liderança de José Guimarães, tem como missão justamente a articulação política do governo com o Congresso. O discurso de Alcolumbre, proferido no momento de um novo começo para a pasta, sublinha a urgência de restaurar o respeito e o diálogo construtivo, essenciais para o funcionamento equilibrado da democracia brasileira.

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