ELEIÇÕES EM FOCO

Alckmin diz que eleições em 2026 não serão fáceis, mas projeta otimismo para Lula

Geraldo Alckmin em entrevista
Geraldo Alckmin, vice-presidente da República, em entrevista.

Vice-presidente da República detalha cenário eleitoral, impactos de guerras e avanços em segurança pública e combate à corrupção em entrevista à CNN.

Apesar de reconhecer que a disputa eleitoral de 2026 não se apresenta de maneira simples, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, demonstrou otimismo em relação ao cenário político brasileiro. Em entrevista ao programa CNN 360°, nesta quarta-feira, 01/07/2026, Alckmin avaliou que o Brasil avançou em diversas frentes, com melhora na percepção sobre a gestão governamental nos últimos meses. Ele destacou, ainda, que o país tem se mostrado resiliente diante dos impactos das guerras em curso no cenário internacional.

Questionado sobre a possibilidade de recuperação eleitoral diante de índices de aprovação ainda em patamares baixos, Alckmin projetou uma perspectiva favorável. "Já estamos na frente, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Lula lidera a eleição e melhorou", declarou o vice-presidente.

Guerras e economia global

O vice-presidente contextualizou a atual conjuntura, marcada por conflitos globais e regionais que afetam a economia mundial. Ele ressaltou a agilidade do Brasil em mitigar os efeitos do aumento expressivo nos preços do petróleo, que oscilaram de US$ 70 para US$ 120 o barril. "O Brasil foi um dos que sofreu menos, porque rapidamente agiu para segurar o aumento do petróleo", afirmou Alckmin. Ele previu que o eventual arrefecimento dos conflitos poderá levar à redução nos preços do petróleo, alimentos e fertilizantes, com efeitos positivos na inflação e nas contas públicas.

Segurança pública e combate à corrupção

Alckmin também fez questão de sublinhar os progressos na área de segurança pública, elogiando a atuação da Polícia Federal no combate ao crime organizado e à corrupção. Ele traçou um paralelo com períodos anteriores, nos quais, segundo ele, trocas de delegados-gerais ocorriam em momentos de avanço em investigações. "A Polícia Federal tem total liberdade. Está combatendo a corrupção, está fazendo investigação, que é o que o povo quer", declarou.

Caso Banco Master

Sobre o caso Banco Master, que envolve valores superiores a R$ 60 bilhões, o vice-presidente afirmou não ter acompanhamento direto das investigações, mas assegurou a postura republicana do governo. "O governo age de maneira republicana, doa a quem doer, no sentido de defender a lei, de defender a sociedade e de combater a corrupção", garantiu, ressaltando que a apuração deve ocorrer com extremo rigor por parte da Polícia Federal e do Poder Judiciário.

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