DEMOCRACIA EM PAUTA

Alckmin Rechaça Candidatos Que Apoiam Ditadura

Geraldo Alckmin concede entrevista em evento.
Geraldo Alckmin em coletiva de imprensa na sede do Mdic.

Vice-presidente Geraldo Alckmin defende democracia como valor supremo para elegibilidade em 2 de abril de 2026, criticando discursos antidemocráticos no panorama político.

No dia 2 de abril de 2026, o vice-presidente da República e ministro Geraldo Alckmin proferiu uma declaração incisiva, afirmando que “quem defende a ditadura não deveria ser candidato”. A fala, em meio a discussões sobre o panorama eleitoral, sublinha a defesa da democracia como pilar inegociável da vida pública e critério essencial para a dignidade da sociedade, resguardando direitos e liberdades individuais.

Ao abordar a ascensão de pré-candidatos em levantamentos de intenção de voto, Alckmin relativizou a importância dos números atuais. “Pesquisa é momento. Na maioria das pesquisas, o Lula está na frente. O que vai valer mesmo é a campanha eleitoral. A campanha é o momento alto da vida pública. Você vai poder comparar governos”, explicou a jornalistas durante um café na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O vice-presidente traçou uma clara distinção entre as pré-candidaturas, definindo a disputa como “democracia versus ditadura”. Ele reforçou que a atual gestão “salvou a democracia”, sublinhando a defesa dos princípios democráticos como valor essencial e irrenunciável. “O princípio é a defesa da democracia. Esse é o valor. O que diferencia mesmo é quem tem apreço pela democracia e quem não tem”, enfatizou Alckmin, colocando a liberdade e o Estado de Direito no cerne do debate político e da própria existência de uma sociedade justa.

Alckmin também expressou gratidão pelo convite de Lula para compor a chapa de reeleição, classificando o ato de ser candidato como um “ato de amor” pelo país e seus cidadãos, um compromisso com o bem-estar coletivo.

Ainda na ocasião, o vice-presidente abordou a questão do pluripartidarismo no Brasil, criticando o excessivo número de legendas. “Temos 30 [...] Acho que devemos no futuro ir reduzindo o número”, pontuou Alckmin, sugerindo uma reforma que poderia fortalecer a representatividade e a governabilidade, buscando um sistema mais eficiente e focado nas reais necessidades da população e na solidez das instituições democráticas.

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