ALERTA GLOBAL URGENTE

AIE: Mundo enfrenta maior crise energética da história

Fatih Birol, diretor da AIE, alertando sobre a crise energética global
Fatih Birol, diretor da AIE, durante conferência em Paris

Fatih Birol, diretor da Agência Internacional de Energia, prevê cenário de instabilidade após alta do Brent a US$ 126 dólares e tensões no Oriente Médio.

O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, lançou um alerta grave nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026: o planeta caminha para enfrentar "a maior crise energética de sua história". A declaração foi feita em decorrência da escalada da guerra no Oriente Médio e das severas perturbações no comércio de hidrocarbonetos, um cenário que dispara os preços globais e ameaça a estabilidade econômica de milhões de pessoas.

A situação atual ecoa os impactos da invasão russa da Ucrânia em 2022, que já havia exposto a profunda dependência mundial dos combustíveis fósseis. Agora, o possível fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota por onde transita 20% do petróleo e do gás natural liquefeito global, adiciona uma camada de urgência à crise.

Nesta quinta-feira, o barril de Brent do Mar do Norte atingiu US$ 126 dólares (R$ 629), um patamar não visto em quatro anos. Essa alta é impulsionada não só pela tensão no Oriente Médio, mas também pelo bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos, intensificando a pressão sobre a oferta global.

Um fechamento prolongado dessa passagem marítima, vital para o comércio internacional, poderia desencadear problemas críticos de abastecimento e uma escassez duradoura, com repercussões diretas nos custos de transporte, produção e, consequentemente, no bolso dos consumidores e na competitividade das economias.

Em uma conferência da AIE em Paris, onde o organismo tem sua sede, Birol enfatizou que o encarecimento da energia está "colocando muita pressão em muitos países", afetando a capacidade de governos e famílias de manterem suas atividades e necessidades básicas. Ele reiterou que "os mercados de petróleo e gás terão grandes dificuldades" para se estabilizar.

No mesmo evento, o presidente da cúpula climática COP31, Murat Kurum, que será realizada na Turquia no fim do ano, reforçou a necessidade imperiosa de "acelerar a transição para as energias limpas". Kurum salientou que a "economia mundial precisa mudar seu modelo energético", e a adoção de fontes renováveis é a "etapa mais crucial" para mitigar futuras crises e garantir um futuro energético sustentável para o planeta.

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