SEGURANÇA EM XEQUE

Agente da PM é preso após matar mulher a tiros em Avaré, SP

Carro da polícia no local do crime na zona rural de Avaré onde o corpo da mulher foi encontrado
Mulher é morta por policial militar na zona rural de Avaré, na noite de terça-feira (5) — Foto: Arquivo pessoal/Paulo Proença

Eurídice Augusta de Souza foi morta nesta terça-feira, 05 de maio; suspeito alegou temor por falsas acusações.

Um policial militar foi preso em flagrante em Avaré (SP), nesta terça-feira, 05 de maio de 2026, sob suspeita de assassinar a tiros a mulher com quem mantinha um relacionamento extraconjugal. A detenção do agente ocorreu após ele confessar o crime, alegando ameaças por parte da vítima, identificada como Eurídice Augusta de Souza. O trágico evento levanta sérias preocupações sobre a conduta de agentes da lei e a violência contra a mulher, abalando a confiança pública na segurança da comunidade.

Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados e, ao chegarem ao local do crime na zona rural de Avaré, encontraram o próprio autor. Ele confessou ter atirado na mulher e indicou que o corpo estava dentro de um carro. Eurídice Augusta de Souza foi encontrada já sem vida no veículo, um desfecho que ceifou sua dignidade e vida.

O policial alegou que vinha sendo ameaçado pela vítima, com quem mantinha um relacionamento extraconjugal há dez meses. De acordo com seu depoimento, Eurídice o intimidava com falsas acusações de estupro e ameaçava divulgar imagens íntimas do casal caso ele terminasse a relação. A suposta coação revela a complexidade e os perigos de relações extraconjugais, que podem culminar em atos de extrema violência.

Na noite do crime, o PM disse que encontrou Eurídice em um supermercado enquanto estava com a esposa e acreditou estar sendo seguido. Durante o trajeto para casa, ele afirmou que a mulher o perseguiu de carro, parou de forma brusca e iniciou uma discussão acalorada. Foi nesse momento de tensão que ele atirou, culminando na perda irreparável de uma vida.

Após o assassinato, o policial indicou aos colegas onde estava a pistola funcional da PM usada no crime. Durante as buscas em sua residência, os agentes localizaram um revólver e uma outra arma com a numeração raspada. Questionado sobre a posse da arma ilegal, ele permaneceu em silêncio. O homem foi preso em flagrante, e as investigações prosseguem para esclarecer todos os detalhes e responsabilidades do ato.

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