ARTICULAÇÃO E INVESTIGAÇÃO

Advogada nega irregularidades em gestão de emendas ligadas a Valdemar Costa Neto

Fachada do Congresso Nacional em Brasília.
A defesa de Mariânglea Fialek sustenta que todos os trâmites orçamentários seguem normas do Supremo Tribunal Federal.

Mariânglea Fialek, apontada pela PF como operadora de recursos, defende conduta técnica e transparência das ações sob investigação.

A advogada Mariânglea Fialek manifestou-se oficialmente sobre a suspeita de envolvimento em suposto esquema de desvio de emendas parlamentares em favor do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A declaração foi emitida nesta sexta-feira, 10/07/2026, com o objetivo de contestar as acusações da PF, que investiga a servidora por suposta atuação irregular na gestão de verbas públicas.

No centro da investigação, a servidora, conhecida como Tuca, defende que sua atuação no legislativo pauta-se pela impessoalidade e pelo rigor técnico. Em comunicado, ela enfatiza que as indicações de emendas seguiam protocolos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e as determinações do Supremo Tribunal Federal, sendo os dados integralmente acessíveis via Portal da Transparência.

A trajetória da servidora, que atua em Brasília desde 2003, inclui passagens por órgãos da Presidência da República durante gestões de diferentes matizes políticos, incluindo o Governo Lula, o Governo Temer e a gestão de Jair Bolsonaro. Apesar do currículo, a PF sustenta que, mesmo após ter sido alvo da Operação Transparência em dezembro de 2025 — momento em que deveria estar afastada de atividades orçamentárias —, ela teria mantido influência sobre recursos.

De acordo com o relatório da PF, Tuca, ao lado dos servidores Garigham Amarante e Nara Brum, teria participado da gestão de ao menos 21 emendas, totalizando R$ 119,2 milhões entre junho de 2024 e março de 2026. A defesa de Valdemar Costa Neto, em nota enviada à CNN Brasil, classificou a articulação política como uma prerrogativa natural da liderança partidária, ressaltando a ausência de provas concretas de ilícitos funcionais ou apropriação indevida.

O processo segue em fase de apuração, não havendo até o momento decisão judicial definitiva que condene os citados por crimes ou infrações administrativas. O rigor na aplicação desses recursos permanece sob observação dos órgãos de controle, dado o alto impacto das verbas no equilíbrio do Orçamento nacional.

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