ÁGUA PARA TODOS

Adutora do Agreste Potiguar avança para garantir água a 500 mil pessoas

Autoridades inspecionando obra de adutora em andamento, com operários e maquinário ao fundo.
Governadora Fátima Bezerra e Ministro Waldez Góes visitam canteiro de obras da Adutora do Agreste Potiguar.

Obras da Adutora do Agreste Potiguar já estão em andamento. O investimento de R$ 448 milhões visa resolver o abastecimento definitivo em Nova Cruz, Montanhas, Canguaretama, Santa Cruz e outras cidades do Rio Grande do Norte.

A Adutora do Agreste Potiguar, obra que garantirá o abastecimento de água potável para cerca de 500 mil pessoas em municípios do Rio Grande do Norte, teve suas obras visitadas nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026. A governadora Fátima Bezerra e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, estiveram no canteiro de obras do trecho 5, em uma agenda que faz parte do roteiro "Caminho das Águas", cumprido pelo ministro na região Nordeste.

A construção, que tem investimento de R$ 448 milhões e é supervisionada pela Codevasf, órgão ligado ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, faz parte do Eixo Água para Todos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-3). A adutora tem o potencial de aliviar a pressão sobre a Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, que atualmente enfrenta dificuldades para suprir a demanda dos municípios atendidos pelo sistema Monsenhor Expedito.

A falta de água na região já é uma realidade, com o fornecimento sendo realizado em rodízio. A situação pode se agravar com o inverno de 2026, que inicia neste período, caso os reservatórios não sejam adequadamente recarregados. Atualmente, a Lagoa do Bonfim opera com 63,6% de sua capacidade, totalizando 53,5 milhões de metros cúbicos.

A governadora Fátima Bezerra destacou que o investimento estadual de R$ 20 milhões em melhorias no sistema de Nova Cruz foi o embrião para esta iniciativa de grande porte, que se tornou uma solução definitiva. "A solução definitiva e de caráter estruturante para a questão da água nesta região passava pelo sistema que está sendo feito, graças ao PAC lançado pelo governo do presidente Lula em 2023", afirmou.

O ministro Waldez Góes ressaltou a importância dos investimentos federais em infraestrutura hídrica, que viabilizaram a conclusão do Complexo Hidros social Oiticica e o avanço em projetos como o Ramal do Apodi da transposição e adutoras como a do Agreste. "O Nordeste foi bem contemplado no programa. Somente na agenda da infraestrutura hídrica são R$ 13 bilhões."

A estratégia para a Adutora do Agreste é inédita: os trechos serão colocados em operação à medida que forem concluídos, a partir da captação de água no Rio Guaju (trecho 1). "A gente não quer fazer essa obra picadinha, a gente já quer ir fazendo, bombeando e liberando para as cidades. Por isso que eu falo em encurtar o tempo", explicou um representante da Superintendência da Codevasf.

A governadora Fátima Bezerra reforçou o caráter transformador da obra para o estado, promovendo segurança hídrica, desenvolvimento e qualidade de vida. O ministro Waldez Góes, por sua vez, enalteceu a parceria entre os governos federal e estadual para acelerar investimentos estruturantes e garantir o acesso à água como um direito humano fundamental.

Participaram da visita autoridades como José Vieira, secretário nacional de Infraestrutura Hídrica; Irani Júnior, secretário adjunto do Novo PAC; Larissa Rego, diretora-presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento; Leon Aguiar, superintendente da Codevasf; além de representantes da Codevasf, CBTU, Secretaria de Agricultura, Companhia de Águas e Esgotos do RN, Defesa Civil, Secretaria de Assuntos Federativos, deputado estadual Francisco (PT) e representantes do município de Nova Cruz.

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