INVESTIGAÇÃO NO SUPREMO

A conexão entre Mariângela Fialek e Eduardo Cunha na gestão de emendas

Foto de Mariângela Fialek, servidora investigada pela Polícia Federal.
Mariângela Fialek, a Tuca, é investigada pela PF por suposta atuação em esquema de emendas.

Servidora da Câmara é apontada pela PF como suposta operadora de demandas do ex-deputado Eduardo Cunha em esquema envolvendo bloqueio de R$ 6,1 milhões.

A servidora da Câmara, Mariângela Fialek, tornou-se o centro de uma investigação sobre o desvio de finalidade na destinação de verbas públicas, após decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, proferida neste domingo, 12 de julho de 2026. A medida, que determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões do ex-deputado Eduardo Cunha, foi motivada pela suspeita de que a funcionária atuava como uma operadora clandestina de emendas parlamentares, comprometendo a transparência no uso do orçamento da União.

O impacto dessa estrutura paralela levanta preocupações sobre a integridade do processo legislativo. Conhecida no meio político como Tuca, Mariângela Fialek é acusada de manipular procedimentos administrativos para viabilizar indicações de recursos que, tecnicamente, não poderiam ser direcionados por agentes sem mandato. A Polícia Federal aponta que a servidora teria operado demandas não apenas para Eduardo Cunha, mas também para Valdemar Costa Neto.

Além da investigação atual, Mariângela Fialek é alvo de outros dois procedimentos. Um deles derivou da Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025, envolvendo o deputado Arthur Lira. Com seis anos de experiência na Câmara, a servidora teve o sigilo de seus equipamentos eletrônicos quebrados pela Polícia Federal para entender como o fluxo de decisões era desviado da via legislativa oficial.

A defesa de Eduardo Cunha sustenta que o ex-parlamentar não exerceu funções de deputado e que as emendas foram apresentadas por agentes legitimados. Os advogados, que ainda buscam acesso integral aos autos, afirmam que o bloqueio patrimonial foi prematuro e questionam a interpretação de que interlocuções políticas constituem exercício clandestino de mandato.

O Poder360 não localizou a defesa de Mariângela Fialek até o momento. O inquérito segue em fase de apuração, e a decisão de Flávio Dino, sendo de natureza cautelar, ainda permite o contraditório por parte dos investigados.

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