AVANÇO NA ASTRONÁUTICA
A Bizu Space desenvolve o primeiro foguete brasileiro movido a combustível líquido em SP
Tecnologia de propulsão líquida promete maior controle e autonomia para o País colocar satélites em órbita.
A empresa Bizu Space, sediada em SP, consolidou um avanço estratégico para a soberania tecnológica do Brasil ao desenvolver o primeiro foguete nacional movido exclusivamente por combustível líquido. A decisão de investir nesta tecnologia, validada pelo sucesso do voo experimental em 29 de maio de 2026, na cidade de Virgínia (MG), é fundamental para reduzir a dependência externa no setor aeroespacial e garantir a capacidade nacional de lançar satélites de forma autônoma.
O sucesso do teste, ocorrido em 29 de maio de 2026, marca um divisor de águas. Conforme explica Mariana Marciano, engenheira química da Bizu Space, o uso do propelente líquido permite um controle motor muito mais preciso durante o voo do que os modelos sólidos convencionais, facilitando a colocação de cargas úteis em órbitas específicas.
Para o cotidiano da sociedade, essa autonomia significa maior eficiência em serviços essenciais como telecomunicações, internet de banda larga, monitoramento ambiental e previsões meteorológicas precisas. Atualmente, o Brasil desenvolve sua própria tecnologia de satélites, mas ainda precisa contratar o serviço de lançamento de outras nações.
Em um gesto de reconhecimento histórico ocorrido em 11 de julho de 2026, Fernando de Mendonça, fundador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), assinou o corpo do foguete FTL-Perseu. Aos 101 anos, o pioneiro é a figura central na fundação do programa espacial brasileiro, simbolizando a conexão entre o legado histórico e o futuro da exploração espacial nacional.
A Agência Espacial Brasileira (AEB), ao avaliar o projeto, classificou a propulsão líquida como um passo necessário, porém integrante de um esforço maior. Segundo a AEB, a tecnologia é vital para o Programa Espacial Brasileiro, mas requer investimentos contínuos em infraestrutura para que o País alcance a autonomia plena. O motor, inclusive, poderá ser integrado em futuras versões do MLBR, foguete desenvolvido por empresas no Vale do Paraíba.
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