PESQUISA NACIONAL

60% da população brasileira considera PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, aponta Quaest

Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueredo com Donald Trump.
Foto de Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueredo com Donald Trump. — Foto: AFP via Getty Images

Levantamento Quaest revela que a maioria dos entrevistados apoia a classificação das facções como terroristas pelo governo brasileiro. A decisão dos EUA sobre o tema também foi debatida.

Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 10/06/2026, revelou que 60% dos brasileiros concordam que organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho deveriam ser classificadas como organizações terroristas pelo governo brasileiro. A decisão, se implementada, impactaria diretamente a percepção e o combate a essas facções, elevando-as a um status que demanda ações mais rigorosas e cooperação internacional intensificada. Para 29% dos entrevistados, as facções não deveriam receber tal denominação, enquanto 11% preferiram não opinar ou não souberam responder.

Ainda sobre a classificação como organizações terroristas, a pesquisa questionou se essas mesmas facções deveriam ser rotuladas dessa forma pelo governo dos Estados Unidos. Neste ponto, houve um empate: 45% concordam com a medida, e outros 45% discordam. A parcela que não soube ou não respondeu totalizou 10%.

Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueredo com Donald Trump.
Foto de Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueredo com Donald Trump. — Foto: AFP via Getty Images

O levantamento também abordou a percepção pública sobre a influência de políticos brasileiros em decisões internacionais. Especificamente, a pesquisa investigou a possível influência de um parlamentar na decisão dos EUA de classificar facções brasileiras como terroristas. Segundo 47% dos entrevistados, o parlamentar teve influência na decisão, enquanto 37% negam essa participação. Um grupo de 16% não soube ou não respondeu.

Esse anúncio sobre a classificação das facções brasileiras ocorreu um dia após uma reunião entre o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e um parlamentar brasileiro. Especialistas em segurança pública divergem sobre as implicações dessa classificação. Enquanto alguns alertam para o risco à soberania nacional, outros defendem que a medida pode fortalecer a cooperação internacional no combate ao crime organizado e ao terrorismo.

A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-07661/2026. O questionário incluiu perguntas sobre a percepção dos eleitores em relação ao relacionamento do Brasil com os Estados Unidos e aos vínculos de pré-candidatos com o presidente americano Donald Trump.

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