PERDA DE INFÂNCIA
5.642 crianças e adolescentes foram submetidos a trabalho infantil no Acre em 2024, aponta pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego revelam que 5.642 crianças e adolescentes, com idades entre 5 e 17 anos, foram expostos ao trabalho infantil no Acre em 2024. A pesquisa aponta ainda que a condição afeta negativamente a frequência escolar e reflete desigualdades sociais.
{"blocks":[{"key":"47r91","text":"Mais de 5,6 mil crianças e adolescentes, com idades entre 5 e 17 anos, foram submetidos ao trabalho infantil no Acre em 2024. Os dados alarmantes foram divulgados nesta quarta-feira, 20/05/2026, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). A pesquisa aponta que essa exploração priva os jovens de seus direitos fundamentais e compromete o desenvolvimento e o futuro, com reflexos diretos na educação e na dignidade humana.","type":"paragraph"},{"key":"23v3f","text":"Os números indicam que, além dos 5.642 menores submetidos à condição de trabalho infantil, o MTE, por meio de ações de auditoria fiscal, retirou 2.745 crianças e adolescentes dessa situação ao longo de 2024. O trabalho infantil não apenas viola o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Constituição Federal, mas também tem um impacto devastador na trajetória escolar. Dados da pesquisa mostram que, enquanto 97,5% da população de 5 a 17 anos frequentam a escola, entre as vítimas de trabalho infantil, essa proporção cai para 81,8%, evidenciando a evasão escolar como uma consequência direta.","type":"paragraph"},{"key":"18t3o","text":"A pesquisa do MTE também lança luz sobre as desigualdades sociais e raciais intrínsecas ao trabalho infantil. No cenário nacional, 66% das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil são negros, um reflexo do racismo estrutural. As disparidades salariais também são evidentes: meninos representam 66% do total de trabalhadores infantis, com rendimento médio de R$ 924, enquanto meninas somam 34% e recebem em média R$ 693. Entre crianças e adolescentes pretos ou pardos, a renda média é de R$ 789, inferior aos R$ 943 recebidos por crianças brancas.","type":"paragraph"},{"key":"5p6o7","text":"Em 2025, o Acre registrou um caso de afastamento por trabalho infantil, posicionando o estado em último lugar no ranking nacional. Em 2023, foram oito crianças e adolescentes retirados dessa condição. O Ministério Público do Trabalho (MPT) considera o índice preocupante e ressalta a necessidade urgente de intensificar ações de prevenção e combate, com o engajamento de toda a sociedade.","type":"paragraph"},{"key":"4b3f2","text":"No contexto nacional, 2025 registrou o melhor resultado no combate ao trabalho infantil desde 2017, com cerca de 4,3 mil crianças e adolescentes afastados. Contudo, 80% dessas vítimas eram submetidas às piores formas de exploração, com graves riscos à saúde, segurança, desenvolvimento e integridade moral. Minas Gerais liderou o ranking nacional de resgates, com 830 crianças e adolescentes.","type":"paragraph"},{"key":"6a9d8","text":"A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define trabalho infantil como aquele que é perigoso, prejudicial à saúde ou ao desenvolvimento, ou que compromete a escolarização. Para menores de até 13 anos, qualquer forma de trabalho é proibida. Adolescentes de 14 e 15 anos podem atuar como aprendizes, enquanto jovens de 16 e 17 anos podem ter carteira assinada, desde que não realizem atividades insalubres, perigosas ou noturnas.","type":"paragraph"}]}
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