Intolerância

Empresa chilena afasta executivo preso por racismo em voo da Latam

Imagem do executivo Germán Naranjo Maldini, acusado de racismo e homofobia em voo da Latam, com logos da Latam e da Landes ao fundo.
Germán Naranjo Maldini, executivo da Landes, foi preso e afastado após acusações de racismo e homofobia em voo da Latam.

Germán Naranjo Maldini foi suspenso após incidente em voo para Frankfurt. Decisão preventiva da empresa chilena em 15 de maio de 2026.

A empresa chilena Landes decidiu, nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, afastar formal e preventivamente o executivo Germán Naranjo Maldini de suas funções. A medida, tomada enquanto a companhia apura todas as informações, surge após a prisão de Maldini sob a acusação de racismo e homofobia durante um voo da Latam. A decisão da Landes não apenas repercute o compromisso com seus valores, mas também envia uma clara mensagem sobre a intolerância social e corporativa a atos discriminatórios que ferem a dignidade humana e o respeito básico.

Germán Naranjo Maldini, que trabalhava na Landes, companhia especializada em fabricação de pescados, há uma década, foi suspenso conforme comunicado oficial. A empresa declarou publicamente seu repúdio ao ocorrido.

“Enquanto todas as informações necessárias estão sendo reunidas, a Landes decidiu afastar formal e preventivamente Germán Naranjo de suas funções”, afirmou a área de Assuntos Corporativos e Gestão de Pessoas da empresa. O comportamento do executivo é considerado “absolutamente incompatível” com os princípios da companhia, conforme o comunicado.

A Landes reforçou seu posicionamento ético. “Esse tipo de comportamento é absolutamente incompatível com os valores da Landes e com sua Política de Não Discriminação, que se aplica a todos os funcionários da empresa”, declarou, salientando o impacto negativo de tais condutas no ambiente corporativo e na sociedade.

A prisão de Germán Naranjo Maldini ocorreu em 15 de maio de 2026, quando ele retornava de uma viagem ao Brasil. A Polícia Federal (PF) agiu com base em um crime que, segundo as investigações, foi cometido no domingo, 10 de maio de 2026, durante o embarque do executivo no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), com destino a Frankfurt, na Alemanha.

Registros em vídeo da aeronave mostram o executivo insultando um comissário de bordo da Latam e fazendo gestos que imitavam um macaco. As imagens chocaram passageiros e a tripulação, evidenciando a agressão e a discriminação.

A Latam, por sua vez, manifestou-se por meio de nota oficial, reiterando sua postura de tolerância zero contra qualquer forma de preconceito. “A Latam repudia veementemente qualquer prática discriminatória e violenta, incluindo crimes de racismo, xenofobia e homofobia”, disse a companhia aérea, reforçando seu compromisso com a diversidade e o respeito a todos.

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