Reajuste polêmico: Getúlio Rego defende tratamento igualitário para professores inativos e critica postura de Fátima Bezerra

GETÚLIO REGO: “ME IMPRESSIONA MUITO QUE UMA GOVERNADORA QUE SE DIZ PROFESSORA AJA DISCRIMINANDO PROFESSORES INATIVOS” Integrante da Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF),  deputado estadual Getúlio Rego (DEM) assumiu a defesa dos professores inativos, durante reunião realizada hoje na Assembleia Legislativa para tratar da aprovação do projeto de lei que trata do reajuste do Magistério. A matéria não chegou sequer a ser votada, já que Rego identificou a aprovação da mesma, nos moldes em que foi enviada, representaria discriminação e prejuízo para os educadores que já se aposentaram. Graças a contestação feita por Getúlio Rego, o projeto de reajuste do magistério será somente apreciado na CFF na próxima terça-feira, durante uma nova reunião que contará com a presença, às 10h, de representantes dos inativos do magistério e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte RN). DISCRIMINAÇÃO Caso o parlamentar não tivesse questionado o teor do projeto original e saído em defesa dos inativos, estes seriam discriminados, se o projeto tivesse sido aprovado hoje na CFF. Rego explica que o projeto original prevê que o reajuste do magistério para os professores em atividade seria implantado a partir do corrente mês, com direito ao pagamento de valores retroativos a janeiro deste ano. Já o reajuste dos inativos seria efetivado somente no próximo mês de maio. Essa, no entanto, não foi à única discriminação sofrida pelos inativos com relação ao tratamento dispensado pelo governo para os professores em atividade. O problema é que o pagamento retroativo dos professores em atividade seria dividido em três parcelas (meses de abril, maio e junho de 2019), enquanto os inativos amargariam um parcelamento em sete meses, sendo a primeira parcela paga em junho, referente ao mês de janeiro de 2019; e as demais seis parcelas pagas nos meses de julho a dezembro, referentes aos meses de fevereiro, março e abril de 2019. “São dos pesos e duas medidas. Me impressiona muito que uma governadora (Fátima Bezerra) que se diz professora aja dessa maneira discriminando àqueles que já prestaram inestimáveis serviços para a educação do Estado”, disse Getúlio Rego, cuja postura recebeu o apoio de outros integrantes da Comissão, como o deputado Galeno Torquato (PSD), que também criticou o governo Fátima Bezerra. “Da forma como está posto o Governo do Estado mais uma vez colocou os aposentados e pensionistas na fila, com esse parcelamento. E são eles, que contribuíram com a educação do nosso Rio Grande do Norte, quem mais precisam de uma remuneração digna”, criticou Getúlio Rego. O presidente da CFF, deputado Tomba Farias (PSDB), convocou a nova reunião para a próxima terça-feira.  

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