Morre o poeta potiguar Bob Motta; velório começa às 14h

Faleceu na manhã desta sexta-feira (07) o poeta Roberto Coutinho da Motta. Ele encontrava-se internado no Hospital Onofre Lopes. “Bob Motta” havia sido diagnosticado com um câncer agressivo nos últimos dois meses. O velório acontecerá em uma capela do cemitério Morada da Paz da rua São José, em Natal, a partir das 14 horas. O corpo será cremado na manhã do sábado. O poeta foi membro da Academia de Trovas do Rio Grande do Norte, da União Brasileira de Trovadores e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Relembre uma das poesias de Motta:

CARENÇA TOTÁ - Poema Matuto Eu tô qui nem um zumbí, andando a êrmo, sózíin, sem você, sem seu caríin, sem seu bêjo e seu calô. Sem o seu surriso lindo, eu tô infeliz da vida, preciso de tu, querida, preciso do teu amô. Preciso do teu oiá, de ficá mais tu, só nóis, preciso da tua vóiz, te juro, sem gaiofança. Sofrendo c'á tua ausênça, in nada, eu tenho consôlo, tô cuma um minino tôlo, chorando feito criança. O meu sufrimento é tanto, qui uis remendo incolocado, sofre cum o acelerado, do meu véio coração. Muleque, qui nem tu sabe, mais nêsse infiliz sufôco, mode ixprudí, farta pôco, qui nem bomba de São João. A medicina num cura, nem Pai de Santo ô Dotô, sufrimento ô má de amô, e eu vô munto mais além. Se nóis se qué cumo diz, e se ama inté demais, só um remédio é eficaiz: É nóis dois ficá de bem...

 

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