Judeus e Latinos se unem contra decreto do presidente dos EUA

O RABINO STEVE EINSTEIN, NA SEDE DA ORGANIZAÇÃO MUÇULMANA CAIR, EM ANAHEIM / P. X. S. A organização muçulmana Conselho de Relações Islâmico-Americanas (CAIR, na sigla em inglês), anunciou, nesta segunda-feira, a abertura de um novo processo contra o Governo de Donald Trumppor causa da ordem executiva que veta a entrada nos Estados Unidos de imigrantes e refugiados de sete países com maioria muçulmana. A denúncia de inconstitucionalidade, apresentada em um tribunal federal da Virgínia em nome de 20 imigrantes legais dos países afetados pelo veto, se soma à que foi apresentada pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês), que conseguiu a suspensão temporária das deportações desde sábado, e a outra apresentada pelo Estado de Washington. Ao mesmo tempo que anunciavam o processo, os muçulmanos do sul da Califórnia, onde vive a maior comunidade iraniana do mundo fora do Irã, receberam o apoio de organizações de defesa dos imigrantes latinos, sindicatos e vários rabinos judeus. Trata-se de um exemplo da quantidade de grupos e sensibilidades que se juntaram nos protestos em todo o país contra a ordem de Trump.   “Hoje somos todos muçulmanos”, disse Ana Briceno, do sindicato de serviços Local 11 e membro de uma rede de colaboração entre latinos e muçulmanos formada assim que Trump assumiu a presidência. Briceno participava de um ato conjunto com os líderes do CAIR, em sua sede, em Anaheim. “Trump envergonhou a herança dos Estados Unidos”, afirmou.   Fonte: El país

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