Ataques aéreos na Síria fazem oito mortos entre forças pró-iranianas

"AVIÕES NÃO IDENTIFICADOS ATACARAM VEÍCULOS E DEPÓSITOS DE ARMAS DO HACHD", DISSE RAMI ABDEL RAHMANE. © DR

Pelo menos oito combatentes do Hashd al-Chaabi, uma coligação de paramilitares iraquianos liderados por forças pró-iranianas, foram mortos nesta sexta-feira, 10, em ataques aéreos no leste da Síria, indicou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

"Aviões não identificados atacaram veículos e depósitos de armas do Hachd na região de Boukamal", disse o diretor da OSDH, Rami Abdel Rahmane.

Nesta região da província de Deir Ezzor, na fronteira com o Iraque, "oito combatentes iraquianos do Hashd foram mortos", acrescentou. Um porta-voz da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, posicionada no Iraque, mas também na Síria, negou qualquer envolvimento.

Desde quarta-feira, três aldeias na região de Boukamal, onde estão posicionadas forças pró-iranianas, foram alvo de ataques não identificados de 'drones' que não deixaram vítimas, segundo Abdel Rahmane.

Este ataque noturno mais recente tem como pano de fundo as crescentes tensões no Médio Oriente entre os Estados Unidos e o Irã, uma semana após a morte do general iraniano Qassem Soleimani num ataque norte-americano a 03 de janeiro, no Iraque.

O tiroteio também matou Abu Mehdi al-Mouhandis, o 'número dois' do Hachd, que integrava as forças de segurança iraquianas.

No final de 2019, um ataque aéreo norte-americano no Iraque matou 25 combatentes do Hachd, da facção Brigadas do movimento extremista islâmico Hezbollah. Os partidários do Hachd invadiram, de seguida, a embaixada norte-americana em Bagdade.

No passado, Israel foi responsabilizado por ataques semelhantes na província síria de Deir Ezzor. Mas a coaligação internacional liderada por Washington também admitiu ter bombardeado as forças pró-regime. Desencadeado em março de 2011 pela supressão de protestos pró-democracia, o conflito sírio envolve uma série de potências estrangeiras e grupos armados.

O conflito causou mais de 380.000 mortos e milhões de deslocados.

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