Argentina cobra Brasil por voos para Ilhas Malvinas; governo de Macri reclama de aviões britânicos que partiram de aeroportos brasileiros

PORT STANLEY, CIDADE NAS ILHAS MALVINAS, SEGUNDO OS ARGENTINOS, OU FALKLAND ISLANDS, CONFORME CHAMADA PELOS BRITÂNICOS - SIMONE MARINHO 
A chancelaria argentina cobrou, na quarta-feira, explicações do governo brasileiro depois de detectar ao menos seis voos militares do Reino Unido feitos entre aeroportos brasileiros e as Ilhas Malvinas, território reivindicado pela Argentina. O pedido de esclarecimentos foi enviado ao Itamaraty, segundo informou a agência AFP.
“A chancelaria instruiu a Embaixada da Argentina no Brasil a realizar esforços para resolver a situação com a chancelaria local e transmitir preocupação sobre o acontecimento”, diz o texto. Segundo a Direção Nacional de Controle de Trânsito Aéreo da Argentina, no último ano, foram feitos seis voos entre Brasil e Monte Agradable, cidade das Ilhas Malvinas, de acordo a agência de notícias. O governo argentino lembrou do “compromisso brasileiro de não ocultar, em seus aeroportos e portos, aviões ou navios britânicos de guerra que se dirigem aos arquipélagos em disputa, em concordância com a posição adotada pelo Mercosul e pela Unasul”, como forma de solidariedade à reivindicação da soberania argentina sobre as ilhas. O Ministério das Relações Exteriores não se pronunciou, mas as autoridades brasileiras já teriam enviado uma explicação preliminar à chancelaria em Buenos Aires. “A chancelaria brasileira reafirmou o apoio ao nosso país em relação à questão das Malvinas e disse não ter conhecimento sobre esses voos, se comprometendo a fazer as investigações necessárias com o Ministério de Defesa local”, diz texto atribuído ao governo argentino. A Argentina e o Reino Unido disputaram os territórios das ilhas durante uma guerra em 1982 que culminou na rendição do governo argentino e um total de 904 soldados mortos, 649 argentinos e 255 britânicos. Fonte: O Globo

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