Festa especial

Emilly, a menina do cabelo rosa: Huol transforma identidade de jovem

Adolescente Emilly Leiros sorrindo com cabelo rosa ao lado de equipe de enfermagem em hospital.
Emilly Leiros celebra 15 anos com cabelo rosa e a equipe de Cuidados Paliativos do Huol.

Aos 15 anos, adolescente com doença rara realiza desejo e ressignifica tratamento no hospital.

O Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), através de sua Comissão de Cuidados Paliativos, transformou o sonho da adolescente Emilly Leiros em realidade nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026. Aos 15 anos, e enfrentando uma doença rara, Emilly celebrou seu aniversário com uma festa especial e a tão desejada mudança de visual: o cabelo tingido de rosa. Este gesto simples, mas potente, ressalta a importância da dignidade e da alegria em meio ao tratamento e, para a jovem, marca o início de uma nova percepção sobre si mesma.

Emilly Leiros é paciente com mielomeningocele, uma condição rara caracterizada por uma malformação congênita do tubo neural. Contudo, sua condição de saúde nunca abalou seu ânimo durante o complexo tratamento. A inspiração para a transformação visual surgiu da admiração por uma enfermeira do Huol que possuía os cabelos coloridos, acendendo o desejo de Emilly por uma aparência que expressasse sua personalidade vibrante.

A equipe de Cuidados Paliativos do Huol, ciente do propósito de proporcionar momentos de felicidade e respiro aos pacientes em meio a jornadas desgastantes de tratamento, prontamente acolheu e concretizou o desejo da jovem. A ação foi um marco na celebração do aniversário de Emilly e reforça a filosofia da comissão de humanizar a experiência hospitalar.

Conforme destacou Ana Leonor Medeiros, médica intensivista pediátrica e paliativista pediátrica do Huol, em entrevista ao Portal da UFRN, a nova cor de cabelo de Emilly simboliza muito mais do que uma alteração estética. "O desejo de Emilly é que, a partir de agora, ela seja reconhecida como a menina do cabelo cor-de-rosa, e não mais apenas como a menina da cadeira de rodas rosa", salientou a médica, enfatizando a busca da adolescente por uma identidade que a defina pela sua essência e escolhas, e não pela sua condição de saúde.

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