Centro histórico

Prefeitura do Natal avança em revitalização da Ribeira

Visão diurna de uma rua histórica da Ribeira em Natal, com edifícios antigos e movimento, representando o projeto de revitalização.
Rua da Ribeira, em Natal, durante o dia. A região histórica passará por um grande projeto de revitalização.

Projeto bilionário busca resgatar bairros históricos e atrair R$ 1,2 bilhão em investimentos. Estudo de viabilidade é o próximo passo.

A Prefeitura do Natal está pronta para iniciar uma fase crucial no ambicioso projeto de revitalização do Centro Histórico, buscando instalar um centro administrativo municipal na Ribeira. A iniciativa, que pode atrair R$ 1,2 bilhão em investimentos, é a principal aposta para reverter décadas de esvaziamento e abandono da Ribeira e da Cidade Alta, prometendo devolver dignidade, circulação de pessoas e efervescência econômica à região. Este plano estratégico teve um avanço significativo com o encerramento do prazo para o edital de estudos de viabilidade em 15 de maio de 2026.

Esta visão de futuro foi compartilhada pelo vereador Fúlvio Saulo durante entrevista ao programa Meio-dia na Mix. Ele ressaltou que o encerramento do prazo para o edital de estudos de viabilidade, em 15 de maio de 2026, marca um ponto crucial para as próximas etapas.

O estudo de viabilidade terá a missão de delinear as condições ideais para a implantação do centro administrativo, além de identificar o vasto potencial de ocupação, as oportunidades para geração de empregos e os novos usos que a região pode acolher, estimulando sua efervescência.

Fúlvio Saulo reforça que a iniciativa vai além da simples realocação de pastas administrativas; ela busca infundir uma nova vida urbana nos bairros históricos, unindo de forma harmoniosa a gestão pública, a riqueza cultural, o conforto da moradia, o apelo turístico e a oferta de serviços.

Na perspectiva do vereador, a simples presença de servidores, visitantes e novos moradores pode catalisar uma onda de revitalização, impulsionando restaurantes, o comércio local e a oferta de serviços, culminando em uma melhoria perceptível na sensação de segurança de toda a área.

Fúlvio Saulo lamenta o cenário de décadas de esvaziamento e abandono que assola a Ribeira e a Cidade Alta, e defende que o poder público possui o papel fundamental de liderar este urgente processo de recuperação e transformação.

Ele destaca, como sinais encorajadores dessa retomada, a já efetivada instalação da Secretaria de Turismo e da Vice-Prefeitura na região, bem como a articulação ativa para atrair mais estruturas administrativas ao bairro, criando um polo de atração.

Além da proposta do centro administrativo, o plano abraça outras intervenções essenciais. Discute-se, por exemplo, a revitalização da Travessa Pax, um espaço que pode se transformar em um vibrante corredor cultural para pedestres. Há também o esforço para reabrir o Museu da Cultura Popular, contando com o suporte do Iphan, que, segundo relatos, agora adota uma postura mais dialogada em relação ao desenvolvimento da Ribeira.

Adicionalmente, o vereador informou sobre as discussões para reorganizar os quiosques situados na parte inferior do prédio, visando uma redução no número de unidades e a criação de espaços mais permanentes, como restaurantes e novos polos culturais.

Fúlvio Saulo também abordou a relação com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), historicamente percebido como um obstáculo às intervenções na Ribeira. Contudo, ele aponta uma notável e bem-vinda abertura ao diálogo por parte do órgão atualmente.

Mesmo com a nova postura, o vereador salienta que a preservação do rico patrimônio histórico não pode se tornar um impedimento para a ocupação inteligente dos imóveis e, sobretudo, para o desenvolvimento vital da região.

A coordenação deste grupo de trabalho, encarregado de impulsionar as discussões, está sob a liderança da Vice-Prefeita Joanna Guerra e agrega representantes tanto da Prefeitura quanto da Câmara Municipal. Conforme Fúlvio Saulo, a missão é coletar dados cruciais sobre as estruturas existentes, a disponibilidade de vagas de estacionamento, o dimensionamento do quadro de servidores e as necessidades específicas das secretarias, fundamentando assim o estudo técnico que se aproxima.

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