Vereadores aprovam emenda que limita altura de edificações a 21 metros em Natal

Vereadores aprovam emenda que limita altura de edificações a 21 metros em Natal
FOTO: FRANCISCO DE ASSIS
FOTO: FRANCISCO DE ASSIS

A Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final da Câmara de Natal aprovou nesta segunda-feira 18, duas importantes emendas ao Projeto de Lei 302/2024. A proposta, de autoria do Executivo municipal, trata do uso e da ocupação do solo em Áreas Especiais de Interesse Turístico e Paisagístico (AEITPs), que foram instituídas pela Lei Complementar 208/2022.

A primeira emenda aprovada ajusta o gabarito de edificações em área paisagística, reduzindo a altura máxima permitida de construções para 21 metros. Segundo a vereadora Nina Souza (União Brasil), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio RN) apresentou uma proposta sugerindo 60 metros, que foi rejeitada pelos parlamentares.

 “A proposta da Fecomércio é totalmente inviável. Estamos propondo 21 metros para garantir um gabarito adequado que proteja a paisagem, sem prejudicar o potencial turístico da área”, afirmou.

Já a segunda emenda aprovada dispõe sobre a aplicação de restrições ambientais para novos empreendimentos em áreas de preservação. Ela estabelece que, para o licenciamento ambiental e edilício de novos projetos nessas áreas, os empreendedores deverão apresentar e implantar um projeto de contenção costeira e estabilização da linha de costa.

Segundo Nina, a responsabilidade por todos os custos relacionados à elaboração e implementação desse projeto será do próprio empreendedor, sem ônus para o poder público. A medida também determina que o projeto seja aprovado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), e que a contenção costeira priorize tecnologias já aplicadas ao longo da costa.

“Quem quiser construir nessas áreas de interesse turístico e paisagístico terá que arcar com o custo da contenção e proteção da área. A responsabilidade será deles, e o projeto precisa ser aprovado pela Semurb. O poder público não irá arcar com esse ônus”, explicou.

Agora RN

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário