PROJEÇÃO

Ubaldo Fernandes prevê bancada histórica para Federação no RN

Ubaldo Fernandes, deputado estadual do PV, falando sobre a Federação Brasil da Esperança e as eleições de 2027 no Rio Grande do Norte.
Deputado Ubaldo Fernandes (PV) em entrevista, avaliando o cenário eleitoral para 2027.

A Federação Brasil da Esperança (PT-PV-PCdoB) pode eleger até oito deputados estaduais, redefinindo o equilíbrio de forças na Assembleia Legislativa potiguar a partir de 2027.

O deputado estadual Ubaldo Fernandes (PV) expressou uma visão otimista sobre o cenário eleitoral do Rio Grande do Norte, projetando que a Federação Brasil da Esperança (PT-PV-PCdoB) tem potencial para formar a maior bancada da Assembleia Legislativa a partir de 2027, elegendo até oito deputados estaduais. Esta avaliação, compartilhada em entrevista, fundamenta-se na organização da federação com "bons nomes" e na percepção de um ambiente político favorável, um desdobramento que pode redefinir o equilíbrio de forças na Casa, impactando diretamente a capacidade de aprovação de pautas sociais e a representação de diversas parcelas da sociedade potiguar.

A confiança de Fernandes baseia-se na cuidadosa organização da Federação, que reuniu “bons nomes”, incluindo deputados em exercício e destacadas lideranças regionais. A nominata conta com figuras como os deputados Eudiane Macedo, Francisco do PT, Isolda Dantas, Divaneide Basílio e Ivanilson, além do próprio Ubaldo. Somam-se a eles o vereador de Natal, Daniel Valença, e o ativista Ivan Baron, reforçando a amplitude e representatividade do grupo.

Com essa composição, o parlamentar projeta a eleição de sete deputados estaduais, com a possibilidade de alcançar oito assentos caso o desempenho supere as expectativas. Este número, se concretizado, consolidaria a maior bancada da Casa na próxima legislatura, conferindo ao bloco um poder significativo para impulsionar suas agendas e defender os interesses de seus eleitores.

O deputado também destacou uma mudança estrutural no cenário eleitoral: a queda acentuada no número de candidaturas. Enquanto em 2022 o Rio Grande do Norte registrou cerca de 300 concorrentes para deputado estadual, a estimativa para este ciclo é de apenas 125, uma redução superior a 58%.

Para Ubaldo, esse fenômeno resulta diretamente da reforma política que instituiu as federações partidárias. Ele aponta um "engessamento dos partidos", que levou à diminuição do número de siglas e, por consequência, de candidaturas. "Poucos quadros novos colocaram seu nome à disposição", observou, evidenciando como a reestruturação partidária molda o campo de disputa.

Sobre sua própria busca pela reeleição, Ubaldo Fernandes ressaltou a significativa expansão de seu mandato pelo interior potiguar. Seu apoio, que antes abrangia 38 municípios, agora alcança 70 cidades, o que representa quase 50% dos municípios do Rio Grande do Norte.

"Nosso mandato foi muito proativo, defendendo causas sociais vitais", explicou o parlamentar, que focou na defesa dos direitos das pessoas com deficiência (PCDs), nas políticas públicas para idosos e na proteção animal. Essas bandeiras, que tocam diretamente a dignidade e o bem-estar de milhares de potiguares, impulsionaram o crescimento e a interiorização de seu trabalho, conectando-o com diversas comunidades.

Além do interior, Fernandes registrou avanço na Região Metropolitana de Natal, com destaque para cidades como Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Extremoz, Ceará-Mirim e a própria capital. Ele atribui este crescimento ao seu perfil de parlamentar de "origem popular e municipalista", uma abordagem que fortalece a representatividade e a escuta das demandas locais.

Ao abordar a disputa pelo governo estadual, Ubaldo Fernandes identificou três candidaturas "muito competitivas": o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, reconhecido por sua gestão positiva; o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, bem avaliado após dois mandatos; e Cadu Xavier, que atuou como secretário de Tributação do Estado por quase sete anos, sendo creditado pela reorganização da arrecadação estadual.

A respeito das chances de Cadu Xavier, o deputado fez uma análise que vincula o sucesso à estratégia de alinhamento com o presidente Lula. "Se o marketing dele for muito próximo a Lula, acredito que ele irá para o segundo turno", afirmou. Fernandes acrescentou que "se a política do Rio Grande do Norte for polarizada entre bolsonarismo e lulismo, como ocorre na política nacional, ele se beneficiará", indicando como a dinâmica ideológica nacional pode influenciar a eleição local.

Sobre a chapa majoritária do campo governista no Rio Grande do Norte, o parlamentar avaliou como positiva a ascensão de Samanda Alves, que sucede a governadora Fátima Bezerra. Para Ubaldo, o Partido dos Trabalhadores (PT) conta com uma base de eleitores ideologicamente fiéis, o que assegura um piso eleitoral robusto, independentemente do nome que ocupe a cabeça de chapa.

"Foi apenas uma transferência de nome", pontuou. "O PT já tem uma faixa de eleitores com voto ideológico, e as pesquisas de opinião pública já mostram uma boa performance da candidatura", concluiu, reforçando a resiliência do voto petista.

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