TARIFA DOS EUA

Senador Flávio Bolsonaro cobra Lula e oferece ajuda em disputa comercial com os EUA

Senador Flávio Bolsonaro em pronunciamento sobre tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) critica ação comercial dos EUA contra o Brasil e se propõe a auxiliar.

Senador envia carta ao governo americano, pede reavaliação da taxação sobre produtos brasileiros e atribui medida à política externa de Lula.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comunicou, nesta terça-feira, 02/06/2026, ter enviado uma carta ao governo dos Estados Unidos solicitando a não aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro atribuiu a medida à política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e declarou sua disposição em auxiliar nas negociações.

“É obrigação do Lula ir lá e resolver. Se você tiver dificuldade, Lula, eu estou aqui. Me disponho até a ajudar pelo bem do povo brasileiro”, declarou o senador.

O documento, encaminhado ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, pede que os EUA reavaliem a imposição de tarifas sobre mercadorias brasileiras. Flávio Bolsonaro também rebateu críticas que sugeriam que sua recente viagem aos Estados Unidos teria influenciado a ação comercial contra o Brasil, explicando que o procedimento teve início em 2025 e abrange mais de 60 países.

A proposta tarifária partiu do governo do presidente Donald Trump, após uma investigação fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O relatório aponta supostas práticas comerciais consideradas desleais pelo Brasil em áreas como propriedade intelectual, combate à corrupção, comércio digital, etanol e fiscalização ambiental.

O senador ressaltou que os Estados Unidos não precisarão recorrer a tarifas para negociações com o Brasil a partir de 2027, caso seja eleito presidente. “O Brasil terá um presidente da República que vai sentar para negociar de igual para igual”, afirmou.

FLÁVIO SOBRE AS FACÇÕES

Em outra manifestação nas redes sociais, o senador comentou a classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho como organizações “terroristas” pelos EUA. Para ele, a decisão abre caminho para o aprimoramento da cooperação internacional no combate ao crime organizado.

“PCC e Comando Vermelho, classificados como grupos terroristas pelo governo dos Estados Unidos, abrindo uma janela de oportunidade para o Brasil integrar o grupo de países como Argentina, Paraguai e El Salvador”, pontuou.

Flávio Bolsonaro explicou que pretende viabilizar a inclusão do Brasil no “Escudo das Américas”, iniciativa que descreveu como uma parceria continental para combater facções criminosas. Ele também criticou o presidente Lula, alegando que o mandatário não cumpriu compromissos de campanha contra o PCC e o Comando Vermelho. “Lula prometeu combater e não cumpriu. Aí eu, que nem sou presidente da República ainda, tenho que ir lá e resolver”, concluiu.

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